Perdoe-me, garota, por te amar mais do que deveria.
Eu tenho esse defeito de vislumbrar horizontes em telas vazias,
e de ser criança, no teu abraço, mais do que deveria.
Você sempre foi um carrossel de indecisões,
mas estar com você nunca exigiu explicações.
De repente o relógio sumia,
e no seu semblante, eu compreendia.
Naquele instante, o mundo cabia no nosso olhar.
Calorosa.
Vulcão.
Em nosso apogeu íntimo,
irresponsáveis e evasivos,
não tivemos um adeus.
Afinal, você não lida bem com despedidas.
Nem eu.
Vez ou outra tua lembrança me visita,
Pensei ter trancado,
Esqueci que você tem a chave.
Espero que tenha guardado minhas manias
e que não deixe de lembrar de mim,
quem sabe,
mais do que deveria.