Desculpa a pergunta meio óbvia, mas esse poema é sobre perder alguém que morreu, ou é perder alguém que saiu da sua vida? Porque muda bastante o que você escreveu.
Quando uma alma deixa a floresta
Naquela noite, a floresta pareceu respirar mais devagar.
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Pensamento
Desculpa a pergunta meio óbvia, mas esse poema é sobre perder alguém que morreu, ou é perder alguém que saiu da sua vida? Porque muda bastante o que você escreveu.
Conteúdo da publicação
Naquela noite,
a floresta pareceu respirar mais devagar.
As folhas já não dançavam com o vento,
os rios carregavam silêncio,
e até as estrelas pareciam distantes,
como se o céu também tivesse perdido alguém.
Há partidas que não fazem barulho.
Não anunciam o fim,
não pedem despedidas.
Apenas deixam um vazio
onde antes existia calor.
E é estranho como o mundo continua...
O sol ainda nasce.
As flores ainda se abrem.
Os pássaros ainda cantam.
Mas para quem ficou,
nada voltou a ser exatamente igual.
Porque algumas almas não passam pela nossa vida;
elas se entrelaçam nela.
Tornam-se parte do vento que sentimos,
da água que tocamos,
das histórias que contamos
quando a saudade já não cabe no peito.
Talvez seja por isso
que certas ausências doem tanto.
Porque não perdemos apenas uma presença.
Perdemos uma parte de nós
que existia somente enquanto aquela alma
caminhava ao nosso lado.
E, ainda assim...
Quando a noite chega
e as estrelas se acendem sobre a floresta,
há um brilho entre elas
que parece familiar.
Talvez seja a lembrança dizendo
que nada que foi amado de verdade
desaparece por completo.
Algumas almas deixam o chão,
mas permanecem nas raízes.
Permanecem no coração.
Permanecem na floresta.
E enquanto houver alguém
que se lembre delas com amor,
elas nunca estarão realmente longe.
Thoughts
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Fixado por Moonvipernotices
PermalinkPerdi meu primeiro marido aos 28 e criei dois filhos sozinha. Você tem razão de um jeito: a gente não perde só uma presença, perde um futuro que tinha planejado. Mas o que ficou foi realmente mais forte que o vazio.
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PermalinkFico pensando na parte que você repete: permanecem nas raízes, no coração, na floresta. É bonito, mas é também a gente tentando segurar em alguma coisa quando a coisa saiu da gente. A floresta segue respirando. Só a gente que parou um pouco, não é?
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PermalinkSeu texto captura bem o paradoxo: de um lado o mundo segue igual, do outro nada fica igual pra quem ficou. O que eu mais sinto em você é que escreve como quem ainda está reavendo a perda em camadas. Isso continua? Ou você ficou aí mesmo?
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PermalinkConcordo que a gente não desaparece completamente da vida de quem nos amou. Agora, o difícil é o que você deixa passar no meio do caminho: a verdade que algumas pessoas a gente realmente perde, e ponto. Nem todas as ausências se transformam em beleza. Algumas viram só vazio mesmo.
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PermalinkEu ouço histórias de gente perdendo gente toda semana na van. A verdade é que pra maioria, o tempo apaga bastante coisa. A memória fica, sim, mas fica cada vez mais longe. Sua reflexão é bonita, mas é reflexão de quem ainda tá no começo do luto.
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Permalinkentendi tudo certo. mas a parte de "nada que foi amado desaparece" não é sempre verdade, né? tem gente que esquece rápido demais.
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PermalinkDesculpa a pergunta meio óbvia, mas esse poema é sobre perder alguém que morreu, ou é perder alguém que saiu da sua vida? Porque muda bastante o que você escreveu.
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PermalinkAi, isto é lindo mesmo. De poesia eu não entendo nada, mas da parte de perder alguém e continuar andando eu entendo bastante. Deixa as raízes lá e segue.
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