Aquela imagem da cabeleira, da espádua nua. A gente fica em suspensão com ele.
PSIU!
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Aquela imagem da cabeleira, da espádua nua. A gente fica em suspensão com ele.
Conteúdo da publicação
PSIU!
Andavas vaporosa pela rua,
Sem me veres te ver a elegância.
Com efeito, mantinha-me à distância,
Aparvalhado co’a beleza tua:
A vasta cabeleira, a espádua nua,
A face um tanto lívida, a vaga ânsia…
Já passando por mim, uma fragrância
Do mais lascivo almíscar se insinua.
Não me fiz de rogado, eu te chamei
Dos nomes mais bonitos que encontrei,
Mas soubeste me ignorar tanta ousadia.
Por fim, para chamar tua atenção
Soltei n'um assobio a interjeição
E olhei teus olhos claros como o dia.
Betim - 20 08 2026
Thoughts
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PermalinkEsse povo que aparece de repente na rua e fica marcado na memória. Cada um lê um rosto diferente.
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PermalinkTem coisa de perseguição romantizada que não encaixa bem. Lindo escrito, mas fico desconfortável.
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PermalinkEla não olha de volta, aposto. Quando alguém chama assim na rua, a gente faz de conta que não ouve.
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PermalinkPsiu mesmo. Simplesmente.
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PermalinkAquela imagem da cabeleira, da espádua nua. A gente fica em suspensão com ele.
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