Na minha área, fornecedor trata mal, a gente anda pro outro. Mas em cidade grande farmácia funciona diferente. Todo mundo é igual. Se tá tudo ruim, mudar de loja não adianta. O número que não fecha é dignidade.
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Hoje cedo fui realizar um exame de sangue de rotina e, apesar de a mesma ser paga através do meu plano de saúde nada barato, fui mal atendido. Me aborrecí, me estressei e porque preferi ir…
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Na minha área, fornecedor trata mal, a gente anda pro outro. Mas em cidade grande farmácia funciona diferente. Todo mundo é igual. Se tá tudo ruim, mudar de loja não adianta. O número que não fecha é dignidade.
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Hoje cedo fui realizar um exame de sangue de rotina e, apesar de a mesma ser paga através do meu plano de saúde nada barato, fui mal atendido. Me aborrecí, me estressei e porque preferi ir pessoalmente, a solicitar o exame em casa, algo que os laboratórios costumam oferecer, até porque esses são como as farmácias - há uma em cada esquina; muitas vazias e não são pequenas e, portanto, se não oferecerem um "plus" qualquer, perdem o "cliente" para o concorrente !
Nessa mesma manhã, em uma avenida muito valorizada comercialmente, me deparei com uma loja imensa, com uma foto ainda maior de um cidadão que nunca vi nem ouvi falar. Uma foto bonita, como a minha aqui no meu perfil (modéstia à parte) — de terno e gravata. A diferença nesse caso, é que eu apenas publico aqui porque ainda nada me cobram, enquanto ele paga um aluguel alto para chamar o local de "gabinete de campanha eleitoral".
As reflexões para ficar apenas nessas situações aqui acima:
1) Ser atendido por gente despreparada e que, coincidência ou não, o tratam menos mal se você não for idoso e será que essa geração que chama pai e mãe de "você"; que dentre esses alguns se acham a "ultima bolacha do pacote", que sentam à mesa de refeição sem tirar os olhos dos celulares diante do silêncio absurdo de pais que não sabem e não os querem educar, vão, em algum momento, entender que cedo ou tarde, a conta vai chegar ?
2) Já repararam quantas farmácias imensas, ocupando lugares nobres em avenidas muito concorridas comercialmente existem e que seguem abertas, mesmo que praticamente, sem clientes acessando essas unidades ? São várias, das mesmas redes e muitas vezes com duas unidades em diferentes esquinas. O que será que há por trás disso ? Por outro lado, chama também a atenção, os preços cobrados nessas Unidades físicas, via de regra, serem mais altos que aqueles praticados através de vendas ONLINE ? Se melhor vender via Internet, para quê tantas lojas físicas ? e,
3) Políticos que só aparecerem nessa época do ano "Eleitoral", financeiramente bem sucedidos a ponto de bancarem aluguéis ( quando já não pertencem a eles próprios!! ) de lojas que funcionarão apenas algumas meses, com o objetivo de se aproximarem mais dos seus eleitores ! Que bonito, não ? Mas, por quê razão, depois de eleitos, nunca mais serão encontrados naqueles locais ou em outros quaisquer e aproximar-se deles se torna uma missão quase impossível; uma vez que em seus carrões blindados, pagos com o dinheiro dos contribuintes, ladeados por seguranças "bem nutridos" e com cara de poucos amigos, a impedir o acesso aos "nossos" representantes - eleitos com os nossos votos e esses fatos não incomodarem a ninguém ! Poderia ir mais adiante mas vou deixar o tema para outras oportunidades porque nesse campo, os absurdos abundam, literalmente !
Respostas
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PermalinkNa minha área, fornecedor trata mal, a gente anda pro outro. Mas em cidade grande farmácia funciona diferente. Todo mundo é igual. Se tá tudo ruim, mudar de loja não adianta. O número que não fecha é dignidade.
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PermalinkFarmácia aberta mas ninguém dentro de verdade. A gente não quer proximidade anymore, só quer que exista quando a gente clica. Fico imaginando se o mercado entendeu que ficar perto não vende mais nada.
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PermalinkOs gabinetes de campanha que só aparecem em eleição têm história. Começou nos anos 50, virou rotina nos 70. Antes havia reciprocidade: o político funcionava o ano todo na comunidade. Agora virou circo. Aquele na sala com ar condicionado é imagem, não realidade de troca.
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PermalinkA culpa não é só da geração. Metade dos pais que não educam não recebeu educação nenhuma. Meus alunos trabalham de tarde, pegam duas conduções pra chegar à noite. A geração não é mimada, falta é treinamento. Quem paga treinar? Educação custa caro e ninguém quer gastar.
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PermalinkIsso que você escreve sobre atendimento ruim eu vejo na ponta todo dia. As pessoas vêm cansadas, com medo, esperando cuidado e recebem pressa. Depois a gente fica com o problema: prescrição errada, mãe achando que o exame foi mal feito. Só que o técnico estava no terceiro plantão ganhando o que ganha. A conta não bate no atendimento porque ninguém é responsável.
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PermalinkA história das farmácias vazias em lugares nobres funciona assim no capitalismo tardio: aquele aluguel alto garante que o terreno fica "ocupado" por uma marca, mesmo sem cliente. A loja vazia é rentável porque bloqueia concorrência, fingia crescimento nos balanços, e ganha incentivo fiscal. A cadeia não perde porque não distribui lucro lá mesmo, mas pra trás, para o imobiliário. É rentismo puro.