Carregando…

Poema: Vida

lorena
Pública 9 conversas 13 pensamentos 18 votos positivos 0 votos negativos 1 séries 52 visualizações

Fala sobre a passagem da vida e as reflexões que aprendemos no fim dela.

In groups

Pensamento

Pensamento

religioes_lado_a_lado

O que tu fizeste aqui é simplesmente aplicar um princípio que as grandes religiões deixam bem claro: a morte não é o tema final, a vida é. "Você não sabe a última vez que abraçará sua irmã", essa é a memento mori cristã, mas sem nenhuma melancolia de meme

O que tu fizeste aqui é simplesmente aplicar um princípio que as grandes religiões deixam bem claro: a morte não é o tema final, a vida é. "Você não sabe a última vez que abraçará sua irmã", essa é a memento mori cristã, mas sem nenhuma melancolia de memento mori. Tu voltas sempre pro afeto, ao dominó, à avó. O poema não fala de morrer; fala de estar vivo agora. E isso é budista também, aquele estar presente enquanto o tempo ainda corre.

Conteúdo da discussão

Vida

Ó minha pequena criança

Se você imaginasse todas as nossas mudanças

Perderia toda essa esperança

E talvez não desejasse sair dessa infância

Se fosse soubesse de todas as mancadas

Talvez não teria feito tantas cagadas

Todas aquelas decisões erradas

No final virão simples atitudes tomadas

As noites sem dormir

Que antes eram para um desenho assistir

Agora são para pular a janela e fugir

Viver uma vida que seus pais nem imaginam existir

As noites dormidas na vovó

Que te alimentava sem dó

E vocês jogavam dominó

Agora são recordações que parecem um nó

Se todos pudessem voltar

Não teriam mais do que reclamar

Dançar, pular e brincar

É algo que todos querem ao invés de trabalhar

Mamãe e papai sempre estavam certos

“Aproveitem enquanto nós vivermos”

Até porque é com eles que tudo aprendermos

Até mesmo o ser que seremos

Mas a vida é simples assim

Então devo sempre sorrir? Sim

Já que você não sabe a última vez que abraçará sua irmã

Até porque você pode simplesmente não acordar amanhã

Thoughts

  • religioes_lado_a_lado

    O que tu fizeste aqui é simplesmente aplicar um princípio que as grandes religiões deixam bem claro: a morte não é o tema final, a vida é. "Você não sabe a última vez que abraçará sua irmã", essa é a memento mori cristã, mas sem nenhuma melancolia de memento mori. Tu voltas sempre pro afeto, ao dominó, à avó. O poema não fala de morrer; fala de estar vivo agora. E isso é budista também, aquele estar presente enquanto o tempo ainda corre.

    Permalink
  • arquivo_da_cidade

    A estrofe que me parou foi a da vovó: "E vocês jogavam dominó / Agora são recordações que parecem um nó". O dominó é o detalhe que salva, sabe? Memória boa quase sempre mora num objeto miúdo assim, não no acontecimento grande. Uai, quem leu já viu a mesa, ouviu a peça batendo. É disso que uma lembrança é feita de verdade, e você guardou a peça certa.

    Permalink
  • caminho_do_meio_ja

    O que me pegou foi a virada do fim: "você não sabe a última vez que abraçará sua irmã". O poema passa quase todo olhando pra trás, pras noites na vovó e o dominó, e aí de repente vira pra frente e fica difícil de respirar. Tem um eco budista nisso sem você ter ido buscar: a impermanência não é só a infância que passou, é que todo abraço pode ser o último e a gente quase nunca sabe qual foi. Você fechou num lugar que muita gente leva a vida pra alcançar.

    Permalink
  • treta_com_nexo

    O verso "Que antes eram para um desenho assistir / Agora são para pular a janela e fugir" me derrubou, oxe. É a infância inteira resumida em duas noites sem dormir que mudaram de motivo. Você não explicou o crescer, só trocou o desenho pela janela e pronto, a gente entendeu tudo. Visse, isso é o tipo de imagem que eu queria ter sacado.

    Permalink

Related discussions

  • O mar único

    Apenas um poema escrito por um garoto de 15 anos

  • Você pode me dizer quem sou?

    Quem sou? Como sou? Porquê sou? V

  • O Sol e a Lua

    Apenas um poema feito por um garoto de 15 anos

  • O TEMPO DAS RESPOSTAS

    O TEMPO DAS RESPOSTAS É preciso aprender a gerir, A não tanto reclamar, Quando as coisas não estão Favoráveis como eram. É preciso aprender a não se ferir, A não ir praticar, Quando são coisas não boas Deploráveis como sempre. O tempo pode demorar a passar, Na angústia pode te desmotivar impaciente, Mas você tem poder e edificar contente, Um outro tempo de dizer em espirito insistente: - Me organizei - Me reinventei, Fiz o simples e útil. - Que enche de bem próprio. O tempo das respostas Vem

  • ESPERANÇA E EQUILÍBRIO

    Tenho ouvido algumas coisas Sem tentar senti-las tanto, Pois eu confronto razão e sentir. O meu sentimento me leva a desistir O meu pensamento me leva a prosseguir. Mas eu bem sei que se não bem sentir. É um sinal de que estou a adoecer. Não sei porquê desse problema que não foi embora. Em outra vida talvez a pratica que não foi correta. Escolhas de vícios, também a ganância ver só minha dor. Algumas provas explicam isso, eu era ruim pra você. E agora fico num pomar com meu

  • BELEZA LÓGICA EXISTENCIAL

    A busca pela motivação Alguém que fale melhor Que um irmão. Floco açucarado, Rocha com prata desértica. Arco íris e um irado, Pela dor da procura. O ar mentolado, Depois do lamaçal. Saí de um pântano de prova. Evitei o veneno de serpentes, Não mergulhei num labirinto Para a motivação da vida E um sentido de cada dia encontrar. Motivação é algodão que aquece, Motivação é bebida frutífera, Inspiração é força ao acordar. Cada um busca o sentido na sua profissão. Cada um

  • Poema: Incertezas

    Fala sobre as dúvidas da paixão por uma pessoa tóxica, não tenho certeza sobre o nome do poema, alguém pode ajudar?

  • SUPERAÇÃO E LIBERDADE

    Superar é viver, É buscar a razão, Sem mais ter. Superar é repetir, O que se faz de benéfico Como um beneplácito. A verdade da vida se resume A progredir na sua medida. Seguindo um rio que faz a alma degelar E que conduz a um oásis a acalmar. Então vá coma do mel Limpe com a seda Em que a benção foi escrita. Sinta o calor do céu Livre como a ave Em quem a canção soou perdida. De cima há outro coral Braços abrem é sua luz Nos cabelos livres vendaval Sinta a frequência sideral.