O alcatrão,o tabaco e a nicotina aguardam ansiosamente pela minha auto-degradação do dia a dia. Não sou sambista, nem carpideira, nem escrevo filosofia. Sou apenas um poeta com um lápis na mão.
O grafite é o sangue do meu coração, as palavras coágulos na corrente sanguínea. Permita-me derramar nesta página minha poça de melancolia.
No Rock, no Jazz e no Samba aprendi que tudo é passageiro. Mas o amor, este não passa... Nem que eu fume um maço inteiro.
Perguntam-me se estou apaixonado; Eu lhes pergunto: e quem não é? Por um homem, por uma mulher, pela vida... Ou por tentar esquecer como a vida é.
O cigarro queima minha garganta,minha boca, meus dedos e corrói meu corpo por inteiro. Mas o medo, este corrói a alma. Por isso que fumo, para ver se o medo se transforma em fumaça.
O desfecho da vida É como se cultiva nas almas.Quem cultiva o ódio e a mentira colherá as vinhas da ira. Quem semeia o amor, este não verá colheita. Pois o amor não se vê gritando, não se vê no escândalo. O amor fala baixo. Esta na intimidade de uma lembrança, num quarto ou num olhar transviado.
A ira é sua, a ira é minha. Dos que mesmo desarmados, foram combatidos a todo custo, E que mesmo feridos, foram deixados nas calçadas para sermos apodrecidos…
Meu Brutus é meu amigo, meu irmão Minha mãe e meu coração. Meu Brutus sou eu, Que me traiu toda vez que escolho Um amor que não é meu.
Por Guilherme Souza.