Quinta-feira, 20/03/2025
Minha viagem de negócios foi um sucesso. Consegui fechar o contrato com os americanos. Neste exato momento, estou no avião, voltando para casa.
Uma coisa que achei estranha foi o comportamento do Ariel nesses últimos dias. Ele estava diferente, mal respondia minhas mensagens - apenas dizia: "Estou bem", "Estou cansado, falo com você depois." E quando eu ligava, ele não atendia. Nem tive a chance de ouvir sua voz.
Será que aconteceu alguma coisa? Estou preocupado. Será que algo aconteceu com o meu amor e ele não quer me contar?
Cheguei ao Brasil bem tarde da noite, então não pude ir ver o Ariel. Mas amanhã, finalmente, verei meu amorzinho no trabalho.
Sexta-feira, 21/03/2025
É de manhã. Mandei uma mensagem de "bom dia" para o Ariel, mas ele não respondeu. Estou no meu escritório. Está quase na hora dele trazer o meu café.
De repente, minha secretária surge com a bandeja.
- Hã? - digo, confuso.
- Algum problema, senhor? - diz ela, enquanto coloca o café na mesa.
- O Ariel pediu para você trazer meu café? - pergunto.
- O senhor ainda não sabe? - ela diz, hesitante.
- O quê? - questiono, já sentindo um aperto no peito.
- O Ariel não trabalha mais aqui. - responde a secretária.
- Como assim, ele não trabalha mais aqui? - digo, me levantando da cadeira, alarmado.
- Ele foi transferido. - ela responde, tentando manter a calma.
- Transferido para onde? - pergunto, já ficando nervoso.
- Eu não sei, senhor. Desculpe. - diz ela, evitando meu olhar.
Pego meu celular e começo a mandar mensagens para o Ariel:
- Onde você está, amor? E que história é essa de que você foi transferido? Por que não me contou? - digito, aflito.
- Eu ia te contar. Recebi uma ótima proposta de emprego em outra cidade. - responde Ariel.
- O que você tem? Por que está tão distante de mim? - insisto, digitando com os dedos trêmulos.
- Daniel, nesse tempo que passamos separados, eu percebi que não gosto tanto de você. - responde Ariel.
- Recebi uma ótima proposta, estou ganhando melhor... e estou conhecendo uma pessoa. - acrescenta.
- Amor, diz que isso é brincadeira, por favor! - digito, com as mãos tremendo. Minhas mãos estão tremendo tanto que mal consigo digitar. Ligo para ele, desesperado, mas ele não atende. De repente, o toque para. Quando volto para a conversa, percebo que a foto do Ariel sumiu.
Como assim? Ele me bloqueou? É isso?
Ele terminou comigo... por mensagem.
Meu coração começa a doer. A dor é tão forte que mal consigo respirar. As lágrimas começam a cair sem controle.
- Isso só pode ser um pesadelo... - digo com a voz trêmula, olhando para a tela do celular, parado na última conversa que tive com o Ariel.
Finalmente chegou o fim do expediente, e estou indo direto para a casa do Ariel. Minhas mãos tremem no volante. Quando chego em frente à casa, vejo a Ariana recebendo uma entrega. Rapidamente desço do carro e vou até ela.
- Você aqui, cunhado! - diz Ariana ao me ver.
- O seu irmão... você sabe me dizer para onde ele foi transferido? - pergunto, ansioso.
- Ué, ele não te falou? - diz ela, surpresa.
- Só me diga, por favor! - imploro, sentindo o coração acelerar.
- Ele está trabalhando naquele hotel à beira-mar. - responde Ariana.
- Eu já sei onde fica. Obrigado, Ariana. Até outro dia. Boa noite. - digo, e logo corro para o carro.
- O que está acontecendo? - pergunta ela, confusa.
- Depois conversamos, cunhada. - respondo rapidamente, enquanto entro no carro e ligo o motor com pressa.
Sábado - 22/03/2025
Ontem à noite, quando voltei para casa, meu pai estava agindo de forma muito estranha. Tentei conversar com ele sobre o Ariel, mas ele mudou de assunto. Estou começando a desconfiar que ele tem alguma coisa a ver com o comportamento do Ariel.
Se o Ariel não me ama mais, que ele diga isso na minha frente, cara a cara.
Neste momento, estou a caminho do hotel para onde o Ariel foi transferido. Finalmente cheguei. Fui até a recepção.
- É aqui que o Ariel trabalha? - pergunto à recepcionista.
- Sim, mas hoje é o dia de folga dele. Ele não está aqui, - responde a recepcionista.
- Você sabe me dizer onde ele costuma ficar nos dias de folga? - pergunto, ansioso.
- Normalmente ele dá uma volta pela cidade, mas geralmente fica andando pela praia, - diz ela.
- Está bem, obrigada, - digo, enquanto me afasto.
Estou andando pela praia e logo o vejo. O meu amor... lá está o Ariel, caminhando à beira-mar.
Meu coração logo aperta. Tenho medo do que ele vai dizer. Mas crio coragem e grito:
- Ariel! - chamo.
Ariel se vira, e fica chocado ao me ver.
- Daniel! - grita Ariel, correndo em minha direção.
Ele me abraça com tanta força que chega a me faltar o ar.
- Não acredito que você está aqui, meu amor, - diz Ariel.
Olho para o seu rosto e ele está chorando.
- Não acredito... você está feliz em me ver? - questiono, confuso.
- É claro que estou! Por que está dizendo isso? - diz ele, confuso.
- É que você terminou comigo por mensagem... e ainda disse que não queria mais me ver, - digo com a voz triste.
- Então esse era o plano dele... - sussurra Ariel.
- Que plano? - pergunto, confuso.
- É que... seu pai me mandou para cá e ainda ficou com o meu celular, - diz Ariel, de cabeça baixa.
- O quê? - digo, totalmente revoltado.
- Ele me disse que eu era só um caso sem importância para você... e que a Natália era sua noiva, - diz Ariel, ainda com os olhos no chão.
- Ele mentiu, - digo, colocando minhas duas mãos no rosto de Ariel. - Eu amo você. Somente você. A Natália é só minha amiga, nada mais.
Agora eu e Ariel estamos sentados embaixo de uma barraca, com a brisa do mar acariciando nossos rostos.
- O meu pai sempre controlou a minha vida e a do meu irmão... - começo, olhando para o mar. - Mas eu não vou mais permitir isso.
Ariel abaixa os olhos, visivelmente entristecido.
- Estou triste porque não vamos mais nos ver todos os dias... - diz ele, com a voz triste.
- Por quê? - pergunto, confuso.
- Eu vou passar um tempo aqui, esqueceu? Ordem do presidente... - responde Ariel, forçando um sorriso triste.
- Eu não vou embora sem você, - digo firme. - Você vai comigo... vai voltar ao seu antigo cargo. É lá o seu lugar. Ao meu lado.
Me levanto, decidido.
- É melhor irmos. Eu preciso enfrentar meu pai.
Mas Ariel segura meu braço com delicadeza.
- Amor... olha ao redor, - diz ele, com um sorriso. - Estamos na praia. Vamos esquecer os nossos problemas só por hoje... Amanhã, enfrentamos tudo de cabeça erguida, juntos.
Eu o encaro por alguns segundos. Ele está certo. Não podemos deixar que esse momento escape.
- Você tem razão, - digo, finalmente relaxando.
- Então vamos! Vamos entrar na água, - convida Ariel, puxando minha mão com empolgação.
Corremos juntos em direção ao mar. Ariel pula nas minhas costas, e eu o carrego, girando em círculos, até que ele escorrega e cai na água, nos fazendo rir ainda mais.
Em seguida, o puxo para perto. Coloco as mãos em sua cintura, e ele envolve meus ombros com os braços. Nos encaramos por um instante. Então, nos beijamos.
Saímos da água, e fui comprar algo para comermos. No caminho, vi uma rosa linda em uma das barraquinhas à beira-mar e, sem pensar duas vezes, resolvi comprá-la para ele.
Agora estamos sentados debaixo da barraca, e Ariel está comendo um pedaço de pão. Observo seus gestos delicados, sua expressão suave... Nossa, como ele é fofo.
Crio coragem, respiro fundo e puxo a rosa com carinho, estendendo-a na direção dele.
- Pra você, amor. - digo com um sorriso, esticando o braço.
- Que linda, amor... - responde Ariel, encantado, levando a flor até o rosto e sentindo seu perfume.
Já é noite. Estamos no quarto do hotel, e Ariel está sentado ao meu lado. O som das ondas invade o ambiente.
- Amanhã eu vou deixar bem claro para o seu pai que você é meu. - diz Ariel com firmeza, sentando-se sobre minhas coxas, com o olhar cheio de desejo.
- Isso mesmo... Eu sou só seu. - respondo, olhando diretamente em seus olhos.
Ariel se inclina e me beija. No começo é calmo, mas aos poucos o beijo se aprofunda, se torna mais intenso, mais quente. Nossas respirações se misturam, e o desejo toma conta do momento.
Tiro minha camisa, e Ariel desliza as mãos pelo meu peito, com delicadeza e fome ao mesmo tempo.
- Cada parte do seu corpo pertence a mim... e não à Natália. - sussurra ele contra minha pele, enquanto espalha beijos quentes pelo meu pescoço, descendo lentamente pela minha barriga.
Ariel puxa o zíper da calça, ele coloca a mão no meu membro, isso me deixa louco.
- Você gosta? - Pergunta Ariel com uma voz safadinha.
- Sim. - Sussurro sem fôlego. Ariel então começa a me chupar, ele está fazendo tão bem que estou me segurando para não chegar ao clímax.
Ariel então para e começa a tirar a roupa, ele então senta em mim, a gente começa a se beijar. A cada movimento, é uma explosão de prazer, e isso faz eu soltar vários gemidos.
Eu então o pego pelo colo e vou com ele para a cama.
Com os movimentos que faço, faço Ariel suspirar de prazer. Infelizmente, não consigo segurar mais e chego ao clímax.
Depois de um banho juntos, nos deitamos abraçados, cobertos apenas pelo lençol e pela calma que vem depois do amor.
- Eu te amo, Daniel... - sussurra Ariel, com os olhos fechados, a cabeça apoiada no meu peito.
- Eu te amo mais. - respondo, apertando-o contra mim, como se ele fosse tudo que eu precisava para respirar.
Domingo, 23/03/2025
Era manhã quando fui acordado pelo toque insistente do celular. Era a Natália.
- Oi, Natália. - digo, esfregando os olhos.
- Tem uma coisa que precisamos conversar. - diz ela com a voz séria.
- Quem é, amor? - pergunta Ariel, com a voz sonolenta ao despertar ao meu lado. Coloco a chamada no viva-voz, para que ele também ouça.
- Pode falar. - digo, me ajeitando na cama.
- O seu pai está organizando o nosso noivado. Vai ser hoje à noite. - diz Natália, sem rodeios.
- O quê? - pergunto, incrédulo, sentando na cama de repente.
- É hoje. Ele disse que vai anunciar para a mídia o nosso relacionamento. Vai fazer uma "surpresa" para você. - continua ela, visivelmente desconfortável.
- O meu pai passou dos limites agora. - digo, a raiva crescendo dentro de mim.
- Eu te liguei para avisar. Mas não se preocupe, eu mesma vou fazer ele cancelar essa palhaçada. - diz Natália com firmeza.
- Não. Pode deixar. - respondo, agora mais calmo, mas decidido. - Se é um noivado que ele quer... é um noivado que ele terá.
- Assim que se fala, Daniel! Pode contar comigo. - diz Natália, determinada.
- Eu estou com você, amor. - diz Ariel, me abraçando por trás.
É de tarde e acabei de chegar em casa, mas logo me deparo com meu pai sentado no sofá. O olhar dele é sério, como sempre.
- Por onde você esteve? - questiona ele, sem nem disfarçar a impaciência.
- Eu estava aproveitando o fim de semana. - respondo, tentando soar tranquilo.
- Se prepare, hoje à noite haverá um evento muito importante. Quero você apresentável. - diz meu pai, com aquele tom autoritário de sempre.
- Está bem então. - respondo, tentando esconder o incômodo que cresce dentro de mim.
A noite finalmente chega. Visto minha melhor roupa, ajeito o cabelo com cuidado e, antes de sair, olho meu reflexo no espelho com determinação. Pego meu carro e sigo direto para a casa do Ariel.
Ao vê-lo, meu coração dispara. Ariel está deslumbrante. Seu sorriso doce me desarma totalmente.
Chegamos ao evento. O local está tomado por repórteres. Assim que descemos do carro, flashes disparam de todos os lados. De mãos dadas, eu e Ariel atravessamos a multidão, entrando juntos no salão.
O burburinho começa imediatamente. As pessoas se entreolham, surpresas. Meu pai e meu irmão nos observam de longe, ambos com os olhos arregalados.
- O que está acontecendo aqui? Você trouxe o seu amante para a sua festa de noivado?! - dispara um repórter, a voz cheia de sensacionalismo.
Dou um passo à frente, seguro firme a mão de Ariel e, com toda a convicção do mundo, respondo:
- O Ariel não é meu amante. Senhores, quero que conheçam Ariel Chaves... o meu noivo.
Os flashes aumentam. Sussurros tomam conta do ambiente.
- O romance fictício do comercial que virou realidade? É isso? - pergunta outro repórter, surpreso.
- Isso mesmo. - respondo, encarando a imprensa sem hesitar.
De mãos dadas, caminho com Ariel até onde meu pai e meu irmão estão. O silêncio entre nós é tenso.
- Boa noite, senhor. - diz Ariel, com educação, ao meu pai.
Ele nos encara com raiva visível. Seus olhos faiscam.
- O que acham que estão fazendo?! - rosna ele, tremendo de raiva.
- Aqui está cheio de repórteres. Então seja cuidadoso, senhor. - alerta meu irmão, olhando ao redor com nervosismo.
Olho firme para o meu pai e digo com frieza:
- Está feliz, papai? Era o seu sonho que eu ficasse noivo. Pois bem... agora está feito.