Oi!Sera que ja nos encontramos por ai?Parece com tudo que penso.Sobre a mulher ter uma identidade.Ter firmeza nos ensinos de Deus.Saber amar.Estou esperando uma boa mulher assim.
Para você, que ainda não conheço.
Eu penso em você sem conhecer o seu rosto.
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Pensamento
Oi!Sera que ja nos encontramos por ai?Parece com tudo que penso.Sobre a mulher ter uma identidade.Ter firmeza nos ensinos de Deus.Saber amar.Estou esperando uma boa mulher assim.
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Eu penso em você sem conhecer o seu rosto.
É quase um ritual antes de dormir. Quando a casa silencia, quando o mundo finalmente parece distante e eu já não preciso responder a ninguém, existe um pequeno espaço dentro de mim onde você aparece.
E eu penso na vida que teremos juntos.
Não sei se você acha estranho alguém conseguir imaginar com tanta nitidez uma pessoa que ainda não conhece. Talvez seja mesmo.
Mas eu aprendi que algumas coisas começam muito antes de acontecer.
A imaginação tem uma espécie de poder que a gente subestima. Há coisas que primeiro existem como imagem, depois como desejo, depois como possibilidade e, um dia, tornam-se memória.
Talvez seja por isso que, às vezes, eu consiga lembrar de você sem nunca ter vivido você.
Eu ainda não sei a sua profissão.
Não sei quais são os seus hobbies, quais são os seus objetivos, o que você espera de uma mulher com quem pretende construir uma vida. Não sei o que você faz em uma tarde de domingo quando não existe nada urgente para resolver. Não sei para onde você gosta de viajar, se prefere praia ou cachoeira, sol ou chuva.
Não sei qual é a sua comida preferida.
Não sei qual música você coloca quando está treinando.
Não sei como você fica quando está triste.
Não sei como é a sua risada.
Não sei sequer como você olha.
E, mesmo assim, eu te idealizo.
Não como quem inventa uma pessoa perfeita, mas como quem desenha, com os poucos recursos que possui, a casa onde gostaria de morar.
Eu idealizo em você uma referência de masculinidade.
Um homem que já tenha se curado da necessidade de ser validado pelo mundo. Que não precise ser desejado por muitas para se sentir desejável. Que não distribua acesso a si mesmo indiscriminadamente. Que saiba que intimidade é uma coisa preciosa demais para ser oferecida a qualquer um.
Te imagino como um homem que resolve.
Que surpreende.
Que protege.
Que cuida.
Que sabe tomar decisões sem transformar força em autoritarismo.
Um homem que, depois de experimentar o mundo, ainda tenha vontade de escolher uma mulher e dizer: é você.
E talvez seja por isso que eu gosto do que está escrito em Efésios 5:25: “Maridos, amem cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela.” E gosto ainda mais de lembrar que, antes disso, existe também uma responsabilidade colocada sobre a mulher: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.”
Não leio essas palavras como uma lista de privilégios que espero receber de você, mas como uma descrição das responsabilidades que desejo que nós dois tenhamos coragem de assumir.
Eu espero de você a liderança, a proteção, a direção e a entrega de um homem que compreende o peso de ser marido. Quero poder confiar em você, descansar em algumas das suas decisões e saber que existe alguém ao meu lado disposto a carregar comigo aquilo que a vida colocar sobre nós.
Mas eu também sei o que isso exige de mim.
Se espero ser amada com essa entrega, preciso estar disposta a me entregar também. Se espero ser cuidada, preciso saber cuidar. Se espero respeito, preciso respeitar. Se espero que você seja meu parceiro de missão, preciso estar disposta a construir essa missão junto com você, inclusive quando ela exigir de mim renúncia, paciência, maturidade e disposição para sair do meu próprio eixo.
É essa relação que quero construir com você: não uma relação em que um manda e o outro obedece, mas uma em que cada um compreenda profundamente a responsabilidade que assumiu pelo outro.
Quero estar sob a mesma missão que você.
Quero confiar na sua liderança sem abrir mão da minha inteligência, da minha voz e da mulher que sou. E quero que você possa confiar na minha entrega sem jamais confundi-la com ausência de força.
Quero que sejamos diferentes em muitas coisas, mas profundamente alinhados naquilo que realmente importa.
Porque, no fim, não quero apenas um homem que cumpra aquilo que espero de um marido. Quero me tornar também a mulher que um homem poderia agradecer a Deus por ter encontrado.
Porque eu não quero uma relação construída sobre disputa de poder.
Quero uma relação construída sobre missão.
Quero caminhar na mesma direção que você.
Quero que nossas crenças conversem, que nossos valores se encontrem, que nosso estilo de vida tenha uma mesma raiz.
Mas também quero que você chegue para desconstruir algumas das minhas certezas.
Quero que tenhamos diferenças.
Quero que existam coisas que você me ensine e coisas que eu te ensine.
Quero que você me apresente lugares onde eu nunca pensei em entrar e que eu também te conduza por partes de mim que você jamais encontraria sozinho.
Quero que a nossa semelhança seja suficiente para nos unir, mas que as nossas diferenças sejam suficientes para nos manter curiosos.
Porque eu não quero passar a vida ao lado de alguém que apenas confirma aquilo que eu já penso.
Quero alguém que me faça pensar melhor.
E quero ser isso para você também.
Eu quero ser tudo aquilo que você sonhou encontrar.
Quero ser sua amiga antes de ser qualquer outra coisa.
Quero ser sua parceira.
Quero ser a mulher que você olha e sente orgulho de ter escolhido.
Quero ser mãe dos nossos filhos, se Deus nos permitir.
Quero ser aquela pessoa para quem você conta primeiro.
Quero ser o lugar onde você possa baixar a guarda.
Quero ser seu descanso depois de um dia difícil.
Quero ser seu desejo.
Seu riso.
Sua cumplicidade.
Seu porto e, às vezes, sua aventura.
É engraçado pensar que eu não te conheço.
Ou talvez já conheça uma pequena parte de você.
Talvez eu conheça apenas aquilo que Deus permitiu que eu imaginasse antes de me apresentar ao homem real.
E eu oro pela sua chegada.
Mas não oro apenas para que você apareça.
Oro para que, quando aparecer, eu seja também a mulher que você precisava encontrar.
Porque eu não quero apenas receber o amor que imagino.
Quero ser capaz de sustentar esse amor quando ele deixar de ser imaginação e se transformar em vida.
Eu sonho com o nosso casamento.
Sonho com o instante em que vou caminhar em sua direção, diante dos nossos, e talvez eu chore antes mesmo de chegar ao altar.
Quero olhar para você naquele momento e pensar em todas as versões de nós que ainda não existem.
Na casa.
Nos filhos.
Nas viagens.
Nos domingos.
Nas brigas que serão esquecidas.
Nas reconciliações.
Nas noites em que um de nós vai chegar cansado demais para conversar.
Nos dias em que o outro vai precisar apenas de um abraço.
Quero que, naquele instante, eu saiba:
valeu a pena esperar.
Já escolhi uma das músicas que quero que toque no nosso casamento.
“Geleira do Tempo”, da Ana Vitória com Jorge & Mateus.
Eu gosto dela porque, de algum modo, ela conta uma história muito parecida com aquela que desenho quando penso em nós.
Duas pessoas vivendo suas próprias vidas, atravessando seus próprios caminhos, completamente alheias ao fato de que, em algum momento, os caminhos vão se cruzar.
E existe uma pergunta nela que eu particularmente gosto:
“Qual o poder da colisão de dois corações desatentos?”
Eu penso muito nisso.
Porque talvez seja exatamente assim.
Você vivendo aí.
Eu vivendo aqui.
Cada um carregando suas histórias, seus medos, seus planos, suas cicatrizes, sem saber que existe alguém caminhando na direção do outro.
Até que, um dia, a vida produz a colisão.
E talvez depois dela nada permaneça exatamente como era antes.
Eu, que amo o silêncio da madrugada e gosto de olhar a cidade enquanto quase todo mundo dorme, me imagino andando com você pelas ruas nesse horário.
Sem destino.
Sem necessidade de chegar.
Só nós dois rodando por aí, conversando sobre qualquer coisa ou, quem sabe, nem conversando. Apenas compartilhando aquela sensação boa de estar exatamente onde deveríamos estar.
É engraçado porque, quando ouço Amor e Fé, do Hungria, existe um trecho que imediatamente me leva para essa cena. Quando ele canta: “Até o radar tirou uma foto, se nós tivesse de moto não pegava não...”, eu consigo quase enxergar nós dois atravessando a cidade de madrugada, rindo, vivendo alguma pequena aventura que só faria sentido para nós.
Talvez eu goste tanto dessa imagem porque ela tenha tudo aquilo que espero da nossa vida: a segurança de ter para onde voltar, mas a liberdade de vez ou outra, simplesmente sair sem destino.
Quero ter uma casa com você, mas quero também ter noites em que a gente esqueça que existe casa.
Quero ter rotina, mas não quero que a rotina nos roube a capacidade de ainda olhar um para o outro e pensar: vamos?
E simplesmente ir.
Quero rotina.
Mas não quero que a rotina nos roube a adrenalina.
Quero a intimidade das coisas repetidas sem permitir que elas se tornem invisíveis.
Quero te esperar com a janta pronta.
Ou sentar na cozinha para te assistir cozinhar.
Quero fazer bolo para nós dois tomarmos café em uma tarde de domingo enquanto a chuva cai lá fora.
Quero fazer pegadinhas.
Quero rir das suas piadas, inclusive das sem graça.
Quero conhecer suas manias.
Quero saber quais silêncios seus significam cansaço e quais significam preocupação.
Quero que você aprenda os meus também.
Quero construir um lar. Não apenas uma casa. Um lar.
Quero um lugar onde a gente possa voltar para si mesmo depois de passar o dia inteiro sendo tantas outras coisas para o mundo.
Quero ter a certeza de que, não importa o quanto o mundo tenha desabado sobre a minha cabeça durante o dia, quando eu chegar em casa existirá o seu abraço.
E que o meu corpo reconheça nele aquilo que a cabeça nem precisa explicar:
aqui eu estou segura.
Quero uma família.
Quero um dia poder olhar para aquela casa, para aquelas pessoas, para aquela bagunça toda e pensar:
é a minha família.
Te imagino inteligente.
Muito inteligente.
Mas não quero apenas aquela inteligência que sabe responder.
Quero aquela que sabe perguntar.
Quero passar horas ouvindo você desafiar a minha visão de mundo.
Quero discordar de você e continuar admirando você.
Quero que você me faça rever algumas certezas sem me fazer perder quem eu sou.
Quero aprender.
Quero que você aprenda comigo.
E quero que você chegue curioso.
Não interessado apenas em me conquistar, mas em me conhecer.
Quero que você queira desvendar meus mistérios.
Quero que tenha interesse pela mulher que existia antes de você.
Quero conhecer o homem que existia antes de mim.
Quero saber quem te ensinou a amar.
O que te feriu.
O que te transformou.
Quem você foi quando ninguém estava olhando.
Quais foram os seus maiores medos.
Quais sonhos você abandonou.
Quais ainda guarda em silêncio.
Porque existe uma diferença enorme entre querer alguém e querer conhecer alguém.
E eu acho que muita gente hoje quer acesso, mas não quer profundidade.
Quer o corpo, mas não a história.
Quer a atenção, mas não a responsabilidade de cuidar dela.
Quer a sensação de ser desejado, mas não a intimidade de ser conhecido.
Eu não quero isso.
Eu não estou interessada em conexões que só conseguem alcançar a superfície.
Nesse tempo de espera, pessoas aparecem.
Algumas demonstram interesse.
Algumas são bonitas.
Algumas são interessantes.
Algumas até conseguem despertar alguma coisa.
Mas nenhuma ainda foi capaz de tocar fundo o suficiente para alcançar a minha alma.
E eu não quero me convencer de que qualquer conexão serve apenas porque tenho medo de esperar.
Eu te espero.
Não importa quanto tempo seja necessário.
Porque é justo que muito custe o que muito vale.
E talvez esperar seja também uma forma de escolher.
Escolher não entregar a qualquer pessoa aquilo que eu desejo entregar a alguém que realmente queira receber.
Eu quero que você tenha orgulho de saber que eu esperei por você.
Não porque eu tenha vivido parada enquanto você não chegava.
Mas porque, enquanto vivi, não aceitei transformar a minha solidão em qualquer companhia.
Eu continuei crescendo.
Continuei vivendo.
Continuei me tornando.
E fui guardando algumas partes de mim para o homem que tivesse coragem e disposição para conhecê-las.
E quando, finalmente, o seu corpo encontrar o meu, eu quero que exista muito mais do que desejo.
Quero existir inteira naquele encontro.
Quero te desejar como quem reconhece aquilo que esperou.
Quero que você me deseje com a urgência quase instintiva de quem finalmente encontra aquilo que procurava sem saber exatamente o nome.
Quero conhecer os seus desejos mais íntimos.
Quero realizar todos eles.
Quero que você realize os meus.
Quero que o nosso desejo tenha a liberdade que só existe quando existe confiança.
Quero ser sua mulher por inteiro.
Não apenas no corpo.
Na vida.
Na escolha.
Na entrega.
Quero construir um “nós” que não seja a perda de dois indivíduos, mas o nascimento de uma terceira coisa.
Algo que não existia antes.
Nós.
E quero que esse nós seja como aquele cordão de três dobras:
não facilmente rompido.
Eu, você e Deus.
Porque talvez seja essa a diferença entre simplesmente amar alguém e construir uma vida com alguém.
O amor pode começar em dois.
Mas, para mim, a aliança precisa de uma terceira presença.
E eu tenho uma sensação estranha, quase infantil, de que tudo isso vai valer a pena.
Que você vai chegar.
Que, em algum momento, a vida vai fazer aquela colisão acontecer.
E talvez eu olhe para você e pense:
então era você.
Enquanto isso, eu estou aqui.
Vivendo.
Amando a minha vida.
Me preparando.
Aprendendo a ser a mulher que espero que você encontre.
E, de algum modo que eu ainda não sei explicar, te amando antes mesmo de conhecer o seu rosto.
Você ainda não sabe, mas existe alguém aqui esperando por você.
E eu espero que, quando finalmente chegar, você consiga olhar para mim e sentir a mesma coisa que eu senti durante todo esse tempo:
que algumas esperas não são vazias.
Algumas esperas são preparação.
E eu estou me preparando para você.
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