O TUMOR
Como sono nunca para,
Nem com remédio,
Você dorme,
Sente paz?
Sempre sonho e pesadelo,
Dores que param,
Como algo começa nos meus pulmões,
Algo causa tristeza
Ou desânimo.
Como se sua morte estivesse perto,
De começar ou terminar,
Apenas canseira.
Remédios que fazem efeitos,
Parece que as orações
Também não chegam.
Como você vive?
Hoje, a certeza
Que ainda tem tempo
De limpar ferida,
Sarna que sua pele,
Tanta mágoa,
Tanta decepção.
Como suas costas
Estão adoecendo,
Como umbrais pesaram
Meu corpo e saúde,
Onde não se encontra remédio
Ou cura, do que felicidade?
Real sentimento que vim buscar,
O amor ou vingança,
Ou justiça feita, calúnia.
Apenas vivo, mas, no fundo,
Não saber o real sentido.
Castigo, se você compreendeu,
Por que sou dona do meu destino,
Dona da própria cama que se faz,
Sua sepultura...
Ana Cristina Poronhak de Carvalho