capítulo com corpo no início e Nina sem saber nada ainda... quando é o próximo?
O Silêncio das Flores
Esta é a história de uma garota chamada Nina.
Em séries
In groups
Pensamento
capítulo com corpo no início e Nina sem saber nada ainda... quando é o próximo?
Conteúdo da publicação
Capítulo 1 — Nina
Esta é a história de uma garota chamada Nina.
Se você perguntasse para qualquer pessoa que a conhecesse, ouviria sempre a mesma resposta:
— Nina? Ela é uma boa pessoa.
E era verdade.
Ela tinha o estranho hábito de ajudar desconhecidos, sorrir para crianças que nunca tinha visto e acreditar que o mundo ainda guardava mais pessoas boas do que ruins.
Alguns diziam que ela era ingênua.
Outros chamavam aquilo de gentileza.
Mas Nina nunca se preocupou em descobrir quem estava certo.
Aos vinte e seis anos, levava uma vida simples.
Morava sozinha em um pequeno apartamento e tinha uma rotina que quase nunca mudava.
Trabalhava.
Voltava para casa.
Descansava.
E no dia seguinte começava tudo novamente.
Nina não era uma pessoa triste.
Ela apenas tinha se acostumado com a própria companhia.
Com o passar dos anos, acabou colocando seu trabalho e as necessidades dos outros sempre em primeiro lugar.
Ela era aquela pessoa que todos procuravam quando precisavam de ajuda.
Mas poucas pessoas perguntavam se ela também precisava de alguém.
No trabalho, todos conheciam Nina como uma funcionária dedicada, responsável e gentil.
Uma pessoa em quem todos podiam confiar.
Mas ninguém conhecia completamente a garota que existia quando ela fechava a porta do apartamento e ficava sozinha.
Nina sabia cuidar de todos.
Só ainda não tinha aprendido a cuidar de si mesma.
...
— Hora de trabalhar.
Nina deu um longo suspiro antes de afastar as cobertas.
Ficou alguns segundos encarando o teto, como se tentasse negociar mais cinco minutos de sono com o universo.
— Só mais um pouquinho...
O despertador, impiedoso, voltou a tocar.
Ela esticou o braço para desligá-lo e resmungou baixinho:
— Tá bom, tá bom... eu já levantei.
Sentou-se na cama, bagunçou o próprio cabelo com as mãos e bocejou.
— Hoje vai ser um bom dia... eu acho.
Sem saber...
Aquele seria o dia que mudaria completamente a sua história.
Capítulo 2 — A Floricultura
Nina trabalhava na prefeitura da sua cidade.
Era responsável por acompanhar projetos, organizar eventos e realizar visitas aos estabelecimentos que participavam das festividades municipais.
Naquela semana, toda a equipe estava concentrada em um único objetivo.
O tradicional Festival das Flores aconteceria em poucos dias.
Como todos os anos, a prefeitura realizava uma vistoria nos comércios que participariam do evento, verificando se tudo estava dentro das normas e se os espaços estavam preparados para receber os visitantes.
Naquela manhã, uma das visitas ficou sob responsabilidade de Nina.
Uma floricultura bastante conhecida na cidade.
Ela pegou a prancheta sobre a mesa, conferiu os documentos e sorriu.
— Uma floricultura... Acho que esse vai ser o compromisso mais tranquilo do dia.
Se ao menos ela soubesse...
Algumas histórias começam exatamente quando acreditamos que será apenas mais um dia comum.
...
Quando chegou à floricultura, Nina diminuiu o passo.
Franziu a testa.
Aquilo definitivamente não era o que esperava encontrar.
Uma multidão se aglomerava em frente ao estabelecimento.
Viaturas da polícia ocupavam parte da rua.
Uma ambulância estava estacionada em frente ao portão, enquanto os socorristas entravam e saíam às pressas.
— O que aconteceu aqui...? — murmurou, quase sem perceber.
Segurando a prancheta contra o peito, ela tentou se aproximar.
Foi então que seus olhos encontraram uma fita amarela estendida de um lado ao outro do portão.
PROIBIDA A ENTRADA. ISOLAMENTO POLICIAL.
O coração de Nina acelerou.
O lugar que, poucas horas antes, deveria estar sendo preparado para o Festival das Flores, agora era tratado como uma cena de crime.
Ela olhou ao redor, procurando alguém que pudesse explicar o que estava acontecendo.
As pessoas cochichavam.
Algumas pareciam assustadas.
Outras apenas observavam, curiosas.
Nina respirou fundo.
Por um instante, pensou em ir embora.
Afinal, sua visita não fazia mais sentido.
Mas algo...
Ou talvez um estranho pressentimento...
Dizia que aquele lugar ainda tinha uma história para contar.
Ela se aproximou da fita de isolamento.
Antes que pudesse passar, uma voz firme interrompeu seus movimentos.
— Senhorita, não pode passar.
Nina virou o rosto.
Um homem caminhava em sua direção.
Ele vestia o uniforme da polícia e tinha um olhar atento, como alguém acostumado a procurar respostas onde ninguém mais via.
Seu nome era Jhon.
— Desculpe — Nina respondeu. — Eu sou da prefeitura. Vim fazer a vistoria da floricultura para o Festival das Flores.
Jhon observou a prancheta em suas mãos.
— A vistoria vai ter que esperar.
Nina olhou novamente para a floricultura.
— Aconteceu alguma coisa?
Por alguns segundos, Jhon ficou em silêncio.
Então respondeu:
— Encontraram uma vítima morta no escritório da floricultura, há cerca de uma hora. Nina sentiu um frio percorrer seu corpo.
— Uma vítima...?
Jhon apenas confirmou com um leve movimento de cabeça.
Ela olhou novamente para dentro do estabelecimento.
As flores continuavam enfeitando a entrada.
Coloridas.
Perfeitas.
Como se nada tivesse acontecido.
Era estranho.
Um lugar tão bonito...
Agora carregava um silêncio pesado.
Nina apertou a prancheta contra o peito.
Por alguma razão, ela não conseguia desviar os olhos daquele portão.
Thoughts
-
PermalinkUma pequena reflexão antes de continuar O Silêncio das Flores...
Quando comecei essa história, eu tinha uma ideia muito diferente na cabeça.
Mas, conforme fui escrevendo, algumas coisas começaram a mudar, novos caminhos apareceram e percebi que aquilo que eu tinha planejado no começo já não fazia mais tanto sentido.
E é curioso perceber que, às vezes, a própria história começa a pedir um novo rumo.
Uma ideia que parecia perfeita pode deixar de fazer sentido depois de alguns capítulos, enquanto outra, que surgiu quase por acaso, pode acabar se tornando o coração da obra.
Acho que essa é uma das partes mais bonitas de criar uma história.
-
Permalinkgostei de como você apresenta Nina antes de colocar ela na confusão, faz diferença
-
Permalink"Mas Nina nunca se preocupou em descobrir quem estava certo", essa frase resume tudo dela
-
PermalinkNina vai virar suspeita ou vai ajudar na investigação? qual é o papel dela nessa?
-
Permalinkcorpo na floricultura durante o festival... mistura bem estranha de coisa bonita e crime
-
PermalinkNina é tão boa pessoa que você já tá colocando ela nessa situação? como ela vai lidar?
-
Permalinka polícia chegou rápido demais, algo não tá certo. esse Jhon tá escondendo algo?
-
Permalinkcapítulo com corpo no início e Nina sem saber nada ainda... quando é o próximo?
-
Permalinkaquele tom de mistério no final é bem calculado, gostei. que tipo de morte foi essa?
-
Permalink🌸 O Silêncio das Flores 🌸
Essa foi apenas a primeira parte da história de Nina.
A história deve continuar? 🌸
Related discussions
-
O sapo que queria voar
para pensar Sonhos diferentes: O Tito queria voar, mas era um sapo. Você já teve um sonho que parecia impossível?Imaginação: A coruja disse que não precisamos de asas para alcançar o céu. Como a imaginação pode nos ajudar a realizar coisas?Alegria compartilhada: Os outros animais se juntaram à brincadeira. Por que é mais divertido quando fazemos algo junto com os amigos?Ser especial: Tito descobriu que cada um tem seu jeito de brilhar. O que faz você se sentir especial?
-
SUPERAÇÃO E LIBERDADE
Superar é viver, É buscar a razão, Sem mais ter. Superar é repetir, O que se faz de benéfico Como um beneplácito. A verdade da vida se resume A progredir na sua medida. Seguindo um rio que faz a alma degelar E que conduz a um oásis a acalmar. Então vá coma do mel Limpe com a seda Em que a benção foi escrita. Sinta o calor do céu Livre como a ave Em quem a canção soou perdida. De cima há outro coral Braços abrem é sua luz Nos cabelos livres vendaval Sinta a frequência sideral.
-
O gato dorminhoco
Está história conta sobre um gato dorminhoco, que dormiu de tarde e acordou 1h da manhã, sua dona teve que tomar uma atitude que talvez o gato não tenha gostado, espero que goste da história.
-
Poema "Ó mundo meu!"
Ó mundo variado! Como o amo! Pensar que a maldade pisa no seu chão, mas você não pertence a ele. Vós sois o bem em forma de planeta, Ó mundo belo meu!
-
Como era.?
Como era.?
-
Austeridade
Eu sabia que, se a tivesse, seria muito feliz. Eu era muito inteligente por isso, mas não muito esperto. havia me enganado, na verdade, me esquecido de que, nesta vida, não se possui ninguém.
-
Castanho como chocolate.
Eu apenas estava na minha janela criando poemas, até que vi seus olhos. Castanhos como chocolate. Talvez você tenha me deixado envergonhado, talvez um pouco. Eu nunca vi uma garota como você. Cabelo castanho ondulado. Tiraria um minuto da minha noite para falar com você. Mas o telefone toca, e eu não sei o que dizer. Talvez no verão eu veja você novamente. Castanho como chocolate. Você me deixou sem fôlego por um minuto, um pouco atordoado e cego. O telefone toca novamente, mas ninguém está
-
A Casa da Colina Parte 1
Após perder os pais, Clara decide alugar a antiga casa da família, sem imaginar que o lugar guarda um segredo sombrio. Quando uma família se muda para a casa, acontecimentos assustadores começam a acontecer. Agora, eles precisarão descobrir a verdade sobre a misteriosa menina Elisa antes que seja tarde demais.