Às vezes, dentro de um relacionamento,
sentimos que estamos presos,
sem liberdade,
sufocados por aquilo que um dia
chamamos de amor.
Então, buscamos a liberdade.
Rompemos as algemas
que acreditávamos nos aprisionar
e seguimos em direção ao mundo,
acreditando, enfim, estar livres.
Mas, com o tempo, percebemos
que aquela liberdade era vazia.
Sem perspectiva,
sem afago,
sem cuidado,
sem amor.
E foi então que entendemos:
Não eram algemas.
Era um abraço.
Não era uma prisão.
Era um lar.
Era o porto seguro
para onde sempre podíamos voltar,
o lugar onde não precisávamos fingir,
onde podíamos simplesmente ser
quem realmente somos.
Talvez a liberdade que tanto procurávamos
não estivesse em partir,
mas em compreender
que amar também é ter onde repousar.
E que, quando existe amor,
cuidado e verdade,
não há espaço para fingimentos.
Só existe um lugar
onde o coração finalmente descansa.
Cristina Cruz