Vocal: Masculino, grave e rouco, começando em sussurros e explodindo em gritos rasgados.
[Intro — Dark Ambient Instrumental]
Piano grave, guitarra com efeitos atmosféricos, ruído distante e uma tensão crescente. Uma respiração precede a primeira frase.
[Verse 1 — Whispered Male Vocals]
Pai, tira de mim esse vinho turvo,
Esse gosto de ferrugem na língua.
Me ensinaram a rezar de joelhos,
A chamar de virtude o que humilha.
Me ensinaram a baixar os olhos,
A aceitar sem sequer perguntar.
Mas que espécie de fé exige silêncio
Quando a verdade precisa gritar?
[Pre-Chorus — Slow Build, Rising Tension]
Lá fora, a cidade engole as sirenes,
Aqui dentro, a garganta se fecha.
Cada palavra que morre nos dentes
É mais um tijolo erguido na cela.
[Chorus — Explosive, Heavy Distorted Guitars]
CALE-SE? NÃO! NÃO ME CALO MAIS!
Rasgo o silêncio, derrubo os sinais!
CALE-SE? NÃO! ESCUTA O QUE EU DIGO!
Não sou teu eco, não nasci cativo!
CHEGA! CHEGA! DE ME CONDENAR!
Não há corrente que impeça a voz de ecoar!
O que era prece, perdeu o medo:
VIROU GRITO! E EU NÃO ME CALO MAIS!
[Verse 2 — Dark, Rhythmic Vocals]
Pai, tua herança é uma casa sem teto,
Chove por dentro, chamam de bênção.
A verdade desfila de olhos vendados,
E a mentira recebe absolvição.
A virtude se esconde atrás das cortinas,
O orgulho se veste de autoridade.
Quem aponta o abismo não recebe respostas,
Recebe o castigo por dizer a verdade.
[Pre-Chorus 2 — Building Drums and Bass]
O copo transborda no centro da mesa,
A mancha se espalha, ninguém quer limpar.
Chamam de paz o medo imposto,
Chamam de amor o direito de calar.
[Chorus — Full Band, Powerful Vocals]
CALE-SE? NÃO! NÃO ME CALO MAIS!
Rasgo o silêncio, derrubo os sinais!
CALE-SE? NÃO! ESCUTA O QUE EU DIGO!
Não sou teu eco, não nasci cativo!
CHEGA! CHEGA! DE ME CONDENAR!
Não há corrente que impeça a voz de ecoar!
O que era prece, perdeu o medo:
VIROU GRITO! E EU NÃO ME CALO MAIS!
[Bridge — Half-Time, Atmospheric and Poetic]
Quantas bocas se apagam por medo?
Quantas verdades se escondem no chão?
Quantos chamam de ordem o silêncio
E de pecado a contestação?
Se a palavra é uma lâmina cega,
Que ela corte o véu da ilusão.
Não quero um altar feito de medo,
Quero verdade no lugar da submissão.
[Instrumental Break — Heavy Guitar Riff]
Guitarras graves e distorcidas, bateria explosiva, baixo pulsante. A banda para por um instante. Uma voz sussurra:
“Vocês mandaram que eu rezasse...”
Pausa.
“Agora vão ter que me escutar!”
[Final Chorus — Maximum Intensity, Shouted Vocals]
CALE-SE? NÃO! EU NÃO ME CALO MAIS!
Quebrei as correntes, atravessei os sinais!
CALE-SE? NÃO! O MEU GRITO É MEU!
Não devo silêncio a quem nunca me ouviu!
CHEGA! CHEGA! NÃO VOU ME CURVAR!
Nenhum sermão vai me fazer recuar!
O que era prece rompeu o segredo:
VIROU GRITO! NÃO ME CALO MAIS!
VIROU GRITO!
NÃO ME CALO MAIS!
[Outro — Whispered, Fading Into Silence]
Pai...
Se o silêncio era a resposta,
Por que a verdade me fez gritar?
Uma última nota de piano. A guitarra desaparece lentamente.
O que era prece...
Virou grito.
[End — Sudden Silence]