O olho do sol se põe sobre os teus seios
A noite com guarda-chuva de estrelas lançam as cadentes luzes
como gozos
e eu sou uma nuvem inquieta encharcando de chuva, o teu quarto
Dia após dia, gradualmente, rabiscos ilusões
Uma cama para pairar no céu como uma imagem solta
Um argumento para chegar mais perto
Corpos molhados, caminho de orvalhos, e pés descalços,
As abelhas conhecem os caminhos do mel, sobrevoam derivativas metáforas, sobre as dividades intuitivas
Deus dentro dela nos usa
Pensar em você me faz sorrir como um tonto
Trocar mensagens cifradas, quase anonimamente
Estamos devidamente dando à luz ao contexto, ao futuro
As coisas que fizermos sob este céu — serão nossas
E te confesso que todas elas brotam como um poema parido a fórceps
A evolução não é natural nem leve.
Há belezas que nascem da dor.
Charles Burck