(Intro - Batida seca e pesada, com sons de notificação de celular)
(Verso 1 - A visão delas)
Lá vai o "estranho", o cara do fone, o que ninguém entende
Elas riem no canto, achando que o deboche as defende
"Olha o jeito que ele anda", "Olha o que ele gosta de ouvir"
O tribunal do corredor acabou de decidir
Que se ele é quieto, é alvo; se é diferente, é defeito
Criam um dossiê de mentiras pra esmagar o sujeito
No grupo privado, o veneno é o combustível da vez
Julgando um livro que elas nem sabem ler o português.
(Pré-Refrão - A podridão escondida)
Elas se acham o topo, mas são só cópias de revista
Ele é o mistério que não cabe na sua lista
Atrás do filtro perfeito e do sorriso forçado
Mora um vazio imenso, um caráter quebrado.
(Refrão - A agressividade da verdade)
Elas tratam o silêncio dele como se fosse um crime
Pois o brilho do "estranho" é o que desmorona o seu time
Inventam histórias, espalham o caos por diversão
Mas o veneno que cospem é a sua própria prisão
Elas são o padrão, mas ele é a revolução
Vocês são só o barulho, ele é a composição.
(Verso 2 - A resiliência dele)
Ele carrega o peso de um mundo que elas não visitam
Lê os livros que elas nem sabem que existem e gritam
Enquanto elas buscam curtidas pra se sentirem reais
Ele encontra universos em acordes e sinais
O "estranho" incomoda porque ele não precisa de plateia
E o ódio delas é o prêmio pela sua própria ideia
Podem mentir, podem zombar, podem até tentar excluir
Mas o que é autêntico, o tempo nunca vai destruir.