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Nós e Osíris - O Braço Esquerdo: IV

FinnMcCool

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Deus Deus Deus Santo Deus o que é que eu faço Deus eu bebi bebi bebi bebi é claro que eu bebi bebi bebi mesmo no que eu tava pensando caralho caralho meu Deus eu demorei demorei a ver depois depois que desci era uma garota uma garota como a minha filha eu quem a destruí eu quem não a vi ou pior ainda ignorei eu quem a matei como eu pude como maldito mezcal porra de mezcal defumado cerveja amarga vodka quase volátil pra quê os quero me hospedeiro aqui sim eu não questionaram minha tremedeira minha feição letárgica minha fala quebrada claro não podia voltar para casa o que faria o que mais sentiria como me veriam o que eu diria minha esposa meu cunhado minha filha a minha filha antes da cabeça dela tombar quando eu pude ver aquela pobre pobre garota era tão parecida parecia ter o quê quinze dezesseis anos a idade da minha filha por favor não ela pode ser uma colega dela não não não Senhor por favor me perdoe tenha piedade moramos lá mas o lugar é só um nome de novo de novo como não percebi nada essas malditas desgraçadas garrafas custaram caro muito muito caro e como eu pude fugir como pude e eu deixei o caminhão lá não vai demorar até acharem não vão demorar até verem o veículo não vai demorar para identificarem o veículo e contatarem a empresa não vão demorar até que me encontrem o que faço o que o que faço o que mãe e pai vão pensar não criaram um covarde não criaram um alcoólatra não criaram um assassino tic tac tic tac e ela ela que exemplo sou eu que pai sou eu que homem sou eu se ainda o sou se mesmo depois de olhar com horror ainda o sou se mesmo depois de fugir ainda o sou preciso preciso resolver isso resolver minimizar os danos não posso envolver ninguém ninguém tenho de ir tenho de pagar mas como posso como posso deixá-los não não não os mereço mais desde o primeiro gole desde a primeira gota a primeira molécula joguei tudo no ralo na lama no lixo uma mancha contumaz nenhuma quantidade de amor pode aplacar qualquer fração quanto mais tudo isso por inteiro nenhuma nada mas ser encontrado é um terrível é uma denúncia um manifesto perfídia não sou mau não não sou mas a maldade pode ou não se manifestar na inconsciência sim sim pode sim desde o princípio garrafas garrafas e mais garrafas amor amor como me disse tantas e tantas vezes para parar cunhado como me disse tantas vezes para parar querida querida ah querida minha pequena tantas e tantas e tantas e tantas vezes me disse e me disse para parar o que foi que eu fiz ah ah mano mano meu irmão o que ele vai pensar recém parte dos Silepses o que vai pensar de mim o que vão pensar dele com um laço fraterno como esse meu Deus e como vão noticiar e como vão escrever e como vão olhar novo último preso em Sacrário depois de dez anos fazem dez anos que não prendem ninguém ninguém e vai ser logo eu a quebrar essa sequência mas não não a minha pele a integridade dela não é a prioridade não há o que fazer já estou condenado sentenciado fadado e isso não é penoso sou culpado culpado culpado tic tac tic tac tudo aconteceu sim tudo tudo não há escapatória boa ou ruim generosa ou egoísta absolvição expiação indulto não há não há penitência que pague a irmão irmão irmão que vergonha que desonra que catástrofe filha filha filha não entenda errado papai não é um assassino papai não é um covarde papai não é um monstro passos passos Senhor passos vindos do corredor são funcionários do Abigail são hóspedes é a polícia atrás de mim logo logo vão me encontrar mas isso não é o problema não não é é claro que não é como além do crime além do assassínio além da fuga ainda como ouso como tenho a audácia como tenho a insolência de deixar preponderar sobre a alma já por demais sacrílega o ego sim o ego o mal dos homens de todos todos os homens tic tac tic tac tenho de ir tenho de ir tenho tenho de ir é o mais sensato a se fazer é só isso levantar dessa cama endireitar a cabeça sair por aquela porta de mãos pra cima e me capitular pronto pronto tem que ser tem que ser tem que mas mas e meu amor minha filha meu irmão minha mãe meu pai minha filha meu irmão como pode ele seguir o caminho mais íntegro e eu arruinar a mim e aos outros dessa forma além de tudo nada de indigno nem demérito mas por que dirijo o que houve comigo o que houve com a geologia o com a metereologia ah a cartografia a cartografia o que houve com a filosofia com o jornalismo com a lógica ah a escrita a escrita como para além do imediato do meu flagício do meu atentado eu vim parar aqui como pude ultrapassar tanto os limites para com outro ser humano tão jovem tão frágil e delicado como pude me rebaixar tanto tanto tanto eu tinha potencial potencial não o que dar para mim mas para os outros para eles mas não é claro que me afoguei mas não não olhei esse trabalho e não quis ir além mano irmão você sempre foi o correto o gênio o direito desde muito antes disso eu fiz jus a inexpectativa por que por que só fazer algo esperando somente algo em troca mesmo que inconscientemente ego ego ego maldito eu estraguei tudo tudo que já estava em penúria meu amor em luto inconsolável pelo meu sogro não consegue trabalhar e ocupa se atentando aos defeitos alheios precisa disso e distante cada vez mais distantes essas viagens esses transportes e entregas me mandam aos confins da terra e quando volto quando volto me aniquilam sem chance de reação quanto mais de convalescença aquela máquina deveria algo fornecer dar e não tirar não não sem subterfúgios a responsabilidade recai única exclusiva justificada e mormente sobre mim oh meu Deus todos todos como decepciono a todos é insuportável como sou insuportável intolerável inverterado só posso não só posso porra tenho de ao menos não ser reincidente mas é claro que não será e nem é por correção é porque devem me aplicar a pena capital sim sim a pena capital mereço-a mais do que ninguém no mundo neste momento a forca a cadeira elétrica a parede de fuzilamento a guilhotina sim sim me matam justiçam executam sim e o algoz verdugo meu carrasco há de ser tem de ser ele e assim vou me acabar e meu irmão seus companheiros minha família e toda Sacrário de repulsa vai me levar lá para cima e não haverá investigação pois todos já sabem o culpado não vai ter funeral porque ninguém quererá me sepultar não haverá cerimônia pois não hão condolências algumas para serem prestadas e não terá Alboróquio no Alicerce pois não haverá nada o que comemorar e me porão lá como todos mas será uma solitária sim não vou ver ninguém tic tac tic tac ah maninha minha irmã fazem três anos que não posso vê-la cruel cruel quando você caiu do céu àquela asa-delta como um cometa mas que especiosa como era ao invés de destruir a terra para salvar-se deixou-se destruir eu sinto muito muito muito o pouco tempo que parava eu em Sacrário era sob as mais básicas necessidades familiares e na porra na merda do Chorinho eu sinto muito muito muito ah temperança temperança temperança não a posso ter pois nem inicio na prudência perco a fortaleza e agora verdadeiramente desfávoravel a mim logo a favor de todo mundo executa-se a justiça e quando abrirem as portas para mim para meu corpo minha mortalha não haverão de deixar-me ver-te pelo bem da pena e da justiça a semelhança semelhança mas que semelhança atroz impiedosa uma impossível desgraça retardado retardado só posso ser retardado retardado da pior espécie perverso maligno imoral sou perverso não há o que negar se veio de fora e adentrou em mim ou se a malícia estava adormecida em minha alma e por um ou uma infinidade de motivos provenientes dessa situação fatídica medonha desastrosa despertara eu não sei não sei apenas sei de que nem cogito imagino fantasio muito muito muito menos cogito impunidade uma monstruosidade um aleive aleive aleive aleive traidor traidor traidor traidor traidor traidor traidor saia saia saia saia saia de onde está saia não posso deixar que me puxem levem tenho de assumir por mim mesmo não se é arrastado ao inferno a ele se caminha lancinante pecaminosa ou resignadamente do que adiantou tudo que houve e que agora acontece do que valeram as influências sobre mim do que do que coube as minhas influências sobre as pessoas do que serviu de todo a minha existência tudo converge concorre encaminha-se ah ah maldição se dirige para esse momento tic tac tic tac morro morro morro por ele por ela por ela por ele por ela por ele por ele por ela por todos por quem eu posso morrer por quem mais posso abdicar e renunciar a mim mesmo e a meus atos o que posso fazer não há tempo de fazer nem o mínimo nem o máximo nem o essencial nem o excesso nem do mundano nem do transcendental do que poderia ou ao menos poderia se tentar fazer o que fazer o que fazer ah meu Deus Deus já devem estar fazendo todas as dedicações funerárias devidas cuidadosas necessárias e deverei eu após todas as punições adequadas à vida e finalmente adquirindo por fim a derradeira sentença e o vale o ingresso guardado por todos nós eu deverei encontrá-la por lá me deixarão mesmo sozinho me deixarão mais do que já estou mesmo estando por lá cercado estarei sozinho e deixarão justamente que ela me assombre que grite tudo e mais um pouco do que deve ter gritado ou não gritou e dessa vez eu hei ah eu hei de ouvir e não haverá tampão torpor dissimulação alguma que será capaz de me emouquecer ou mais e mais me amortecer traz traz sim trazem tudo de mais horrível que há na vida e o que há na morte para mim tic tac tic tac bate bate bate lá fora eu escuto agora tenho ah como tenho de ouvir tudo o que não antes ouvi bate bate bate o meu coração não importa o amor ao qual gostaria de me agarrar pois este tem de deve parar deve cessar a pulsação deve afundar-se recai recai sobre mim um dever um dever de dar um fim a mim antes mesmo de subir ao cadafalso e ao Alicerce e como posso como me atrevo como ouso ainda estar entre nós entre eles entre os homens mesmo entre essas quatro paredes vou marcar também esse lugar essa cidade sepulcral e esse hotel um último refúgio lastimável daqui a pouco batem à porta batem à porta batem à porta e choro quase não choro a respiração o suor desgastaram todo o sentimento por todas as partes o sangue se espalhou no objeto mas despeja-se e reflui nas minhas mãos e não é como não é meu maldição não ser o meu desconverso desconverso Senhor como desconverso e sempre converso pouco e sobre o pouco desconverso e como a situação é irreversível imperdoável quem desfaz-se por inteiro sou eu eu eu eu por que me estagno por que permaneço por que não fazendo nada tanta energia é gasta se me levanto caio vou devolver ouvir ouvir escutar ouvir como deverei ouvir ossos estralando olhos espocando sangue jorrando músculos desfibrando carne amolgando farei farei companhia aos violentos me afogarão então no Flagetonte ardente sim sim e talvez nem mais vivo nem mais vivo estou a traição já me puxa para baixo e o que governa está carne é um demônio não mais demoníaco que eu e do peito para baixo congelo nas profundezas entro em choque entre escaldância e enregelância me vou me vou me perco me perdoem me perco mas vou sem nada nada mesmo o que deixei o que deixo para trás posso ainda tomar alguma atitude tic tac tic tac será que ainda se pode executar ainda me permitem com muita comiseração necessitando do mais elevado auge de compaixão ainda vale a pena algum último esforço filha filha filha amor amor amor pais pais pais irmão irmão irmão irmã irmã irmã minha desprotegida pobre desditosa vítima o que resta o que resta palavras promessas luzes contrastes notícias imagens opiniões provas preces esperanças discussões localidade socorros entendimentos tentativas erros sensações depressões ocupações talentos montes cômodos moderação papel rumores intempéries caneta sem lápis ou borracha mas com flores animais climas pessoas identidades ruídos ideias conhecimentos papel e caneta Senhor Senhor Deus há tantas coisas nesse mundo e como posso perder tudo isso tudo para permitir que os outros não se percam posso eu ao menos levar os males comigo o que mais ou menos posso ou não posso morte morrendo remoendo papel e caneta eu não tenho decretado decretado de fato para onde vou como vou nem mesmo quando vou toda a exatidão mais precisa do tempo tic tac tic tac como sou e como estamos desorientados atarantados afligidos desejo anseio suplico que ninguém seja compelido para as mesmas condições que as minhas que ninguém use mais do que o necessário para lidar comigo que ninguém morra por favor por favor ninguém morra tu ele ela vós eles elas homens mulheres idosos crianças nada nem ninguém e o que é o pior para e de onde estamos tic tac a retribuição quanto mais espero papel e caneta tic tac mais algo passa papel e caneta o que mais tic tac mais acontece papel vamos vamos e vamos tic tac tic tac chega caneta chega tic chega tac tic chega tac chega basta chega bastião chega eu sei e não sei o que posso tenho e devo ou não fazer!

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