— Eithan.
Minha voz baixa cortou o silêncio do quarto.
Ele não respondeu.
Fiquei parado ao lado da cama, olhando para ele com uma expressão completamente vazia.
— Interessante... você realmente decidiu ignorar minha voz.
Eithan se mexeu debaixo do cobertor.
Eithan:
— Só mais cinco minutos...
Inclinei a cabeça, soltando uma risada baixa e sem humor.
— Cinco minutos?
Fiz uma pausa:
— Você sempre pede cinco minutos, e sempre espera que alguém tenha paciência para esperar.
Puxei a cortina. A luz fria da manhã tomou o quarto.
— Levante.
Eithan:
— Estou cansado...
— Não me interessa.
Minha voz continuava calma. Era justamente isso que tornava cada palavra mais pesada.
— Temos escola. Eu não vou chegar atrasado porque você decidiu transformar sua cama em esconderijo.
Eithan finalmente se sentou:
Eithan:
— Você é assustador quando acorda...
— Não.
Olhei diretamente para ele:
— Eu só não gosto de repetir ordens.
Peguei minha mochila e caminhei até a porta.
Antes de sair, parei e olhei pra ele de cima do ombro:
Eithan:
— Irmão por seus olhos estão assim?
— Quando eu voltar, quero você pronto.
Silêncio.
— E não me faça voltar aqui.
Um sorriso pequeno e sombrio apareceu no meu rosto.
— Porque, sinceramente, Eithan... você não vai gostar de descobrir o quanto minha paciência consegue desaparecer antes das sete da manhã.
Fechei a porta devagar.
— Agora levanta.