NÃO PODE, DEVE!
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Pode sorrir, pode cantar
Volta em casa, pra se ajustar,
Pode mudar, pode fluir
Mas lembra-se pra onde quer ir
Pode sambar, pode cair
Pode falar, em ser feliz
Pode lambar, pode sentir
Pode clamar até explodir
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Só não fecha mente aberta
Quem torna o forte a testa
Não pisa em Las vrenças
Monte um fronte na fresta
Até nas caladas sentenças
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Pode sonhar, pode querer
Se quiser ainda pode viver
Pode ainda seu mundo crescer
E tentar se encontrar no centro
Ou num vagão ou lá no metrô
Só não pode morrer por dentro
Ou se esquecer do grande platô
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Pode encontrar um lindo amor
Para na vida crescer sem ardor
E lhe mostrar o que há por dentro
Se esforçar para o longo centro
Então lá na frente olhar o vivido
gradecendo quão lindo dispor.