Nação
Vento vem,
Chuva cai,
A terra treme.
Como uma casa de areia,
como a fé se torna arrasada demais.
Como se não houvesse proteção divina,
como um solo fraco.
Nem todo o dinheiro pode comprar
ou sustentar alguém.
Tudo parece paz,
mas se torna aflição.
Como o destino,
não somos videntes.
Mas, no fundo, sabemos
que um dia chegará nossa morte.
Nem sabemos quando
os telhados de nossa casa
vão cair sobre outros.
Nem quando a chuva cairá.
Como o choro de Jeová,
que inunda a terra,
todos ficam à deriva.
Tudo o que sonhamos
se torna fracasso,
desespero,
porque toda matéria passa.
Tudo o que é vida
se torna luto,
tão profundo
como uma casa que nunca fica de pé
sobre aquilo que virou escombros.
Apenas vidas e corpos sem destino,
sem o valor de uma tumba
ou de um nome
a ser sepultado.
Porque o tempo muda
a rota da esperança.
Ana Cristina Poronhak de Carvalho