Meu Coração
Eu acreditei tempo
no vento,
nas nuvens,
na estrada,
no caminho
sem direção.
Sair só para respirar,
mas vi
cores mudarem.
Tudo se constrói,
se vende,
se demole.
As coisas sempre
evoluem,
mas estrada e caminho
sempre continuam
andando sozinhos,
sem ninguém
te dar a mão.
Porque o umbigo foi cortado,
você precisou chorar
para entender que você
respira ar.
Muitos vão te magoar,
muitos criticam,
outros vão ser personagens
dos seus próprios traumas,
sob argumentos
de estudar, casar, namorar e ter filhos,
argumentos de conventos
ou da própria solidão.
Apenas a gente
caminha com a mão do Crucificado.
Assim vamos compreender
passado, presente e futuro.
Depois, envelheci.
Eu lutei tanto...
Qual o sentido
da minha luta?
Você viveu,
você esperou o mundo te amar,
quando o que se quer amar
é decisão.
Chega de sair,
porque a missão é curta, rápida e longa.
Eu preciso de dicionário
para traduzir quem sou eu.
Não quero ser boa,
nem provar nada.
Ninguém sabe quem sou,
para onde vou.
Sei que tem enigma
no Crucificado...
Ana Cristina Poronhak de Carvalho