Memória
Memoria me olha me estorva
Desvia o meu olhar para lá
Que as coisas vem do vento
Me inventa memoria uma historia
Pode ser de mentira ou meia verdade
Pois a lua ronda o menino minguo
Memoria me esquece em teu ventre
E que nasça quando for necessário
E se saio a correr pelos campos
É porque ainda não nasci felino
E o destino ainda não me destino
No meio do nada nomeio meu nome
Quero ser ninguém um dia, grão
Memoria me alimenta com seu fruto
O mais maduro dos teus sorrisos
A brisa que sopra quente no meu rosto
Sem saber chama-me pelo meu nome
Que vivo e morro e me reinvento
Memoria sem me perceber.
Milton Antonios
05out/2026