A madrugada chega devagar,
e a chuva começa a cair lá fora.
Não é forte… mas também não para,
como se tivesse algo preso na garganta.
A casa tá em silêncio,
mas minha cabeça não.
Tem coisa demais passando aqui dentro,
coisas que eu nem sei explicar direito.
Fico olhando pra janela,
vendo a água escorrer no vidro,
e parece que tudo fica mais lento…
até o tempo, até eu.
Não é exatamente tristeza,
mas também não é paz.
É só aquele sentimento estranho
de quem tá pensando demais.
A chuva continua, sem pressa,
como se entendesse o momento.
E, de algum jeito, parece que ela
tá sentindo tudo junto comigo.
E ali, naquela madrugada simples,
sem ninguém ver, sem ninguém saber…
eu só fico, em silêncio,
tentando me entender.
AUTOR: VICTOR TEIXEIRA