A chama dança sobre a cera branca,
Enquanto a noite o mundo todo tranca
O fogo brilha em meio ao breu deserto,
Trazendo luz ao que parece perto
A linha escura do horizonte some,
E a mística penumbra ganha nome
O pavio queima o tempo com calma,
Como se aquecesse uma velha alma
A noite passa em passos de veludo,
E a vela acesa testemunha tudo
A cera chora em gotas no caminho,
Guardando a noite e o seu tom sozinho
No fim da noite a luz se desvanece,
E o novo dia no infinito tece.
04/10/26