Orvalho e flor
A primavera veio a mim em forma de amor
Amor pelo belo encoberto
Simplicidade do ser
A criação sempre foi linda de se ver
Na imensidão do presente
Vive o impermanente
O que vem se esvai
Largo tudo que me subtrai, como ser
Viver às vezes não tem a ver
Sentido ou não, existe direção
Fluir como um rio, sem viver em vão
Percorrer os caminhos e ver
Na imprevisibilidade do que se chama vida
Deslumbrar um novo nascer
Enquanto isso, a metamorfose transiciona
Os astros se articulam num infinito paralelo
Sem lógica e previsão, quase tudo é mistério
Aceitar, aprender, crescer, ajudar e evoluir
Ser humano é muito mais do que possuir
Autor: Samuel Cruz
Obra registrada e publicada.
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