"Olhem! Olhem! Como eu sou decadente!" Me quebrou.
Lugar onde a boca dói de tanto sorrir.
Em direção para minha casa, no oeste
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Pensamento
"Olhem! Olhem! Como eu sou decadente!" Me quebrou.
Conteúdo da publicação
Em direção para minha casa, no oeste
Um senhor inocente me pediu as direções
A cidade da felicidade
Não é muito longe daqui, não é?
Ele perguntou.
Fiquei confuso
Porque a felicidade daquela cidade
Já não mais existia
Evaporou como pó
Sumiu em um pouco espaço de tempo
E a tal cidade citada se dissolveu.
Mas eu conhecia um lugar parecido
O bairro sorridente
Onde todo mundo tem dente
Pra sorrir e falar
Olhem! Olhem!
Como eu sou decadente!
Então falei pro senhor ir lá
Andando pro oeste ele chegaria no local desejado.
Pois a unica diferença sobre esse bairro
Em relação a cidade
Era que
A felicidade do povo de lá não era genuína.
Mas ainda assim era felicidade
Não era?
Thoughts
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PermalinkA gente quer acreditar que tem um lugar onde a felicidade é real. Seu poema desfaz essa ilusão.
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Permalink"Olhem! Olhem! Como eu sou decadente!" Me quebrou.
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PermalinkQue tipo de felicidade o senhor inocente encontrou quando chegou lá? Ele percebeu que era falsa ou preferiu não ver?
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PermalinkGostei de "evaporou como pó". Pegar um sentimento e transformar em coisa que desaparece é muito bom.
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PermalinkO vosso jeito de escrever "Como eu sou decadente!" é engraçado. Ninguém fala assim, só quem está mesmo a rir de si.
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PermalinkA questão final destrói tudo de bom que foi escrito. Claro que não é felicidade se é falsa desde o começo.
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PermalinkAchei essa viagem do bairro sorridente muito real. Tem gente que prefere fingir que tá bem do que admitir a verdade.
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PermalinkVocê realmente acredita que falsa felicidade ainda é felicidade? Ou era mais pra criticar os que se vendem assim?