LOCO ESCRITO
Não encontro palavras
Encontro o amor
Apenas me envolvo
A aventura do destino
Lá encontro boca certa
Beijo quente
Uma pele ardente
Clara quanto estação
Me encontro à noite
Fria de lua cheia
O alto do campo
Em morro, o alto
Quanto uma ave de rapina
Com céu
Com Rosalina do campo
Tão perfeito
Uma doce cama
Doce espírito
Uma alma
Que se sinta
Limpa
Linda para fazer que estou
Enamorada
Embriagada de tanto vinho
Tanto doce
Que teu veneno
Teus lábios e teu abraço
Que acolhe
Quando me sinto medo
Teu olhar me acalma
Me aquece no chuveiro
Quando me sinto necessitada
Solidão, medo de traição
Me perco na chuva
Me perco nos pés do chão
Para dizer chega de perdição
Tanto medo de ser ou querer
Amar algo que não existe
Somente
Fui dopada por droga maldita
Que tua alma
Teu coração
Leitura que fiz do teu destino
Vi você me deixando
Sem dizer um adeus
Só fui abandonada
Por que você teve ciúme
De algo que jamais
Dizia que era segurança apenas
Você calou assim e perdi
Jogo e no adultério
Aprendi a ser rainha solitária
Como uma viúva negra
Somente ela tira o luto à noite
Coloca véu vermelho
Do poder do sangue
Da prostituição
Apenas faz jogo, se joga ou morre
Antes que a noite acabe
Volta em casa em silêncio
Volta a usar preto
Forma de luto de jogo
Algo que
Dizia o amor.
Ana Cristina Poronhak de Carvalho