Lágrimas doces, por que correstes em vão?
Não são feitas de algodão?
Na imensidão da chuva,
Onde as lágrimas se desfazem no seu olhar.
Lágrimas que correstes em vão,
Por causa do não amar?,
Do julgar?
Ou do não se encontrar?
Ou dos teus olhos transborda,
Por ter um mundo em si,
Sem ter a quem entregar....
E que alma habita esse peito,
Que guarda o céu sem perceber?
Seria feita de nuvens e sonhos,
Ou de um doce que insiste em não derreter?
Alma de menina, tão doce e pequena,
Que até o amargo parece adoçar,
Mas que mundo cabe em sua imensidão,
Se nem ela sabe onde o guardar?