Jejum
Pão e água.
Isso é compreender
a fome e a sede.
Entender o momento.
Cair em cinzas,
abster-se do vinho,
do seco e do amargo,
para refletir.
Sobre culpas,
sobre o pecado,
sobre a alma e o corpo,
principalmente sobre a maldade.
O que entra pelos olhos
e o que torna puro ou impuro.
A maldade nasce
dentro do coração.
Mas os olhos
são o espelho do coração.
O que sai da boca
revela o que há na língua
e no coração.
A limpeza espiritual
está em como me comporto.
Olho para o passado,
vivo o presente
e desejo um futuro
pela porta estreita
do Céu.
Quero entrar
e dizer:
"Consegui."
Ou reconhecer:
"Errei muito."
Não quero ser injusta.
Quem poderá dialogar
com o tempo
que perdi
numa terra
sem dono,
sem regras?
Apenas caiu Sodoma,
e Gomorra ficou como exemplo.
Mas ainda posso escrever
um ponto final
para o meu destino.
Quero entrar
no caminho da santidade.
Aquilo que fui,
de perversa,
que seja transformado.
Que venha construir
uma verdadeira mente,
iluminando
o meu caminho.
Para caminhar
de mãos dadas
com meu Jesus.
Ana Cristina Poronhak de Carvalho