Sou rei de terras dormentes
Meu palácio, um moinho de vento
Abandonado, perdido no tempo
Lá cultivo rosas. Cravos. Mosquetes
Nos bolsos carrego flores
Nos olhos um vendaval
Na minha alma carrego dores
Todas perdidas em algum temporal
Falaram que o dia de sua partida não doeria
Mas agora virei rei de terras vazias
De flores amargas nascidas da vida
Ainda me resto e arrasto aquilo que sou
Sobre tudo, ainda creio
Que minhas flores não morrerão