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Jardim(neiro)

La_Mamcasz

Conteúdo da publicação

Sou rei de terras dormentes

Meu palácio, um moinho de vento

Abandonado, perdido no tempo

Lá cultivo rosas. Cravos. Mosquetes

Nos bolsos carrego flores

Nos olhos um vendaval

Na minha alma carrego dores

Todas perdidas em algum temporal

Falaram que o dia de sua partida não doeria

Mas agora virei rei de terras vazias

De flores amargas nascidas da vida

Ainda me resto e arrasto aquilo que sou

Sobre tudo, ainda creio

Que minhas flores não morrerão

Thoughts

  • Moacir

    Um moinho abandonado servindo de palácio. Rei de pouca coisa, mas rei, e com coroa de vento.

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  • so_respondo

    Sobre a vida depois que alguém vai embora, só que pelo lado do humor, vale ler EU SOU UM HOMEM RESOLVIDO, uma crônica que ri das próprias recaídas.

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  • so_respondo

    Rosas, cravos e mosquetes na mesma linha, oxe. O jardineiro planta flor e arma junto, e isso diz muito de quem ficou sozinho cuidando de terra que ninguém mais visita.

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Sou rei de terras dormentes

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