Imaginação
Se faz presente,
Se faz refém
De ilusão,
De contaminação espiritual.
Sobre quem é você?
Que seus inimigos imaginam de você.
Somos cheios de obstáculos,
Como crânio aberto,
Lá, cheio de mentira,
Maldição que deixaram.
Lá saiu vida,
Mas ainda demônios.
Crânio restaura,
Limpa e purifica.
Sobre quem você imagina,
Prazer.
Como eles te imaginam, prazer?
Como seu crânio é próprio,
Tumor, rancor
De ressentimento,
Sobre nada e nada.
Conhecimento,
Sabedoria,
Sobre o tempo que perdi,
Sobre osso,
Mentira que foi
A imaginação da minha morte,
Minha queda,
Minha lama.
Como almas do purgatório,
Elas imaginam minha morte,
Enlouquecer ou suicídio.
Tanta dor,
Como imaginação seria plano,
Anticristo sobre
Sua consciência.
Quem você foi?
Quem é você?
Mas parece imaginação.
Inimigos nunca saem,
Como psicopata.
Enquanto não conhecer o inferno,
Não terá paz sobre
Carne ou carniça,
Sobre osso, crânio
Seco numa parede, transfigurado
Ou empalhado, eu cacei,
Eu matei ele próprio.
Jogo de estante empoeirada,
Tanto pecado.
Tento limpar cada dia
Meu crânio, gota do sangue,
Meu crucificado.
Ana Cristina Poronhak de Carvalho