Olá, tudo bom?
Bom, aconteceram muitas coisas desde o dia em que te escrevi. Muita coisa mesmo. E acabei parando o diário pela 738383ª vez. E, pela 738383ª vez, quis recomeçar. Não por ti, mas por mim.
Eu queria que tudo fosse diferente. Queria tuas mensagens, teus vídeos, teus áudios. Queria a certeza de que tu sente o mesmo por mim. Já tentei diversas vezes te deixar de canto, desviar meus pensamentos, desviar meus quereres.
Não está sendo tão doloroso como no início, mas ainda dói. Ainda incomoda.
Eu pensei tanto nesses meses. Já teorizei tanto. Pensei que nossa questão talvez fosse apenas uma questão de tempo. Mas, a cada dia que passa, eu me frustro. Porque, por mais que o tempo passe, eu ainda estou aqui com o mesmo sentimento.
E isso não parece ir embora.
Parece que quanto mais eu cavo, mais eu sinto.
E sabe o que mais me dói?
Pensar que tu talvez esteja normal, seguindo tua vida, e que nem lembre mais de mim. Pensar que só eu estou assim.
Relendo o diário inacabado, parece uma mini sala que criei. E parece que continuo presa nela. Presa nas lembranças, nos momentos.
Eu só queria que tudo fosse diferente. Só te queria de volta.
Mas também existiram tantas dores que achei que nunca passariam… e passaram.
Então retomo minha escrita pra ti, na esperança de que isso passe ou que as coisas mudem.
Eu ainda gosto um pouco de ti.
Maracanaú, 26 de maio de 2026