Seis anos sozinho aqui e aprendi: as pessoas não desaparecem, mudam de sítio. O meu corpo ainda acorda à hora do comboio que já nem passa.
Finais
Qual destino dos afetos que um dia foram?
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Pensamento
Seis anos sozinho aqui e aprendi: as pessoas não desaparecem, mudam de sítio. O meu corpo ainda acorda à hora do comboio que já nem passa.
Conteúdo da publicação
Qual destino dos afetos que um dia foram?
Em que parte do corpo ficam alojados os vínculos que faziam de nós?
Eu nunca entendi ou aceitei bem,
você amar e querer tanto alguém,
e depois agir como se algo em si não mudasse.
Como se fosse possível voltar a ser algo anterior,
ou dizer que não se é,
modificado pelo que viveu.
Mas onde colocamos isso?
Existe um lugar onde as histórias que acabam
podem permanecer?
Negá-las não é uma opção.
Talvez por isso, os finais demoram.
Quando você acha que aquilo acabou,
isso volta e desperta uma parte de você, mais uma vez…
será que realmente acaba?
Existe autorização pra falar em voz alta
que sente falta de algo que acabou?
A gente ainda pode amar o que não vive mais?
Quando é que algo realmente termina?
O desfecho precisa ser a indiferença?
Eu ainda não sei.
Thoughts
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PermalinkMeia vida a vender peixe e outra a tentar entender o que sobra depois que as coisas acabam.
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PermalinkQue peso isso tem.
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PermalinkIsso aí é verdade demais. A gente não consegue voltar a ser quem era antes, pois não? Muda tudo.
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PermalinkSeis anos sozinho aqui e aprendi: as pessoas não desaparecem, mudam de sítio. O meu corpo ainda acorda à hora do comboio que já nem passa.