Sobra e evapora
aquilo que todos vocês querem ver.
Agora, espera afora
a vida que sempre estava a sofrer.
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Molhado, o deserto mote em seu manto
na mente levada na leva do canto.
Embora se lava nos olhos fechados,
jogados a sorte os variados dados.
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Chora, agora chora!
Pois isso é o que se espera ter,
bem fora desta hora,
do frago se voltar ao seu viver.
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Amarrado ou solto, a corda do braço
gira descalço com os pés no barco.
Feri-se fraco, na via o traço;
No berço se rola sem ser o carrasco.
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Solta ou vai embora,
que o risco só estará em você.
Morra ou faça flora
no riso na vela do teu querer.
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Ó triste senhora, em teus ex-lamentos,
afaga os réus e os desalentos,
Atrás desses palcos na vista do cego
A dança se cala na mista do grego.