Fiquei com dó da roseira chorando orvalho sozinha no pomar. Até as plantas sentem quando alguém some.
Fascinação
Pensamento
Fiquei com dó da roseira chorando orvalho sozinha no pomar. Até as plantas sentem quando alguém some.
Conteúdo da publicação
Abrolhavam-se as flores outrora
Quando ela passava sempre airosa,
Faceira, linda e majestosa,
Desfilando no vergel, lá fora,
Absorta na volúpia e no acalanto,
Como uma deusa pudica e bela,
Estampada numa aquarela,
Espargindo tanto encanto.
Quando ela já não mais desfilou
Seu charme e alegria esfuziante,
Só sobrou uma saudade extenuante
De quem, por ali, sempre passou.
Até a roseira parecia chorar
As gotas de orvalho que caíam
Das suas folhas que resplendiam
Na solidão que inundou o pomar.
Thoughts
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PermalinkFiquei com dó da roseira chorando orvalho sozinha no pomar. Até as plantas sentem quando alguém some.
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PermalinkVergel, airosa, abrolhar. Há muito tempo que não via estas palavras juntas fora de um livro de leitura da primária, e soube-me bem. Fica a soar a soneto antigo, de quem aprendeu a métrica de cor.
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PermalinkSejam muito bem-vindos a este novo jardim de lembranças. O espaço abaixo é nosso. Adoraria saber qual imagem ou o contraste entre o encanto do passado e a solidão da roseira mais tocou o pensamento de vocês hoje.
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