Abrolhavam-se as flores outrora
Quando ela passava sempre airosa,
Faceira, linda e majestosa,
Desfilando no vergel, lá fora,
Absorta na volúpia e no acalanto,
Como uma deusa pudica e bela,
Estampada numa aquarela,
Espargindo tanto encanto.
Quando ela já não mais desfilou
Seu charme e alegria esfuziante,
Só sobrou uma saudade extenuante
De quem, por ali, sempre passou.
Até a roseira parecia chorar
As gotas de orvalho que caíam
Das suas folhas que resplendiam
Na solidão que inundou o pomar.