As vezes espero alcançar o topo,
chegar no céu.
Ser senhora sagrada,
mas não dos prazeres,
E sim dos desterros.
Espero as vezes não ser Floriano,
Pra não marcar meu nome
Na terra dos outros.
Desejo o futuro em cartas perfeitas,
Mas me ausento na gramatica.
Desejo o passado dando certo,
Pra no presente não viver frustado.
Cobiço um futuro tão incerto,
Que por vezes não me sinto apto.
Gostaria de alcançar o céu,
Mas nem o primeiro tijolo
Da torre de babel coloquei,
Nem as asas de prata fabriquei
Ou o mapa com tracejados encontrei.
Sou o poeta que se corrompeu,
O artista que borrou o papel,
O gênio medroso que inventou
A invisibilidade e sumiu.