Bah, o ex prometido aparece depois de vinte anos, diz que só veio ver ela e leva um tapa. E ela ainda pede um favor pra ele no fim, essa parte eu entendi bem demais
Estou escrevendo uma história de fantasia/sobrenatural
Continuação direta dos capítulos 1 e 2. https://www.seavien.com/discussion/estou-escrevendo-um-historia-de-fantasiasobrenatural-ZbH8AUXVq1sE/conversations Capítulo 03 – O passado que Insiste em…
Pensamento
Bah, o ex prometido aparece depois de vinte anos, diz que só veio ver ela e leva um tapa. E ela ainda pede um favor pra ele no fim, essa parte eu entendi bem demais
Conteúdo da publicação
Continuação direta dos capítulos 1 e 2. https://www.seavien.com/discussion/estou-escrevendo-um-historia-de-fantasiasobrenatural-ZbH8AUXVq1sE/conversations
Capítulo 03 – O passado que Insiste em Retornar
Alguns dias se passaram.
A rotina parecia ter voltado ao normal.
O céu estava completamente azul, uma brisa suave soprava pelas ruas e o canto dos pássaros preenchia o ambiente.
Pela primeira vez em muito tempo, aquele parecia ser apenas um dia comum.
…
— Cara, você é muito ruim nesse jogo. Da próxima vez, Derick, a gente deixa o Jhon de fora. Hahaha!
— Concordo com você, Mark. Como é que o cara consegue errar um alvo que estava bem na frente dele? Hahaha!
Jhon cruzou os braços.
— Minha internet caiu. Por isso eu errei.
Mark e Derick se entreolharam.
— Engana a gente que a gente gosta. Admite logo que você é ruim. Hahaha!
— Eu odeio vocês!
As veias saltavam na testa de Jhon, arrancando ainda mais risadas dos amigos.
Depois de alguns segundos, ele apenas suspirou.
— Tá bom… vocês venceram.
Jhon abaixou a cabeça, derrotado.
— Eu sou horrível nesse jogo.
Mark e Derick caíram na risada.
— Bora dar uma volta? A gente pode ir ao shopping.
— Tô dentro — respondeu Derick.
— Eu também. Só deixa eu avisar minha mãe.
…
— Mãe, tô saindo, tá?
— Mark… espera um instante.
Ele voltou alguns passos.
— O que foi?
Sara ficou em silêncio por alguns segundos.
Ao olhar para o filho, sorrindo e animado com a vida que levava, seu coração apertou.
Ela queria contar toda a verdade.
Mas não conseguiu.
Respirou fundo e forçou um sorriso.
— Não é nada demais.
— Eu só vou precisar ficar alguns dias fora. Quero que você se comporte, tudo bem?
— Tudo bem.
Mark sorriu.
— Vai pra casa da tia Liz?
— Sim.
— Faz tempo que não a vejo.
— O pai também vai?
Sara balançou a cabeça.
— Não. Ele precisa trabalhar.
— Vou sozinha.
Mark franziu levemente a testa.
— Estranho…
Logo deu de ombros.
— Tá bom.
— Tenha uma boa viagem, mãe.
— Obrigada, filho.
Mark saiu de casa sem perceber que Sara permaneceu parada na sala, observando a porta fechada.
Seu sorriso desapareceu.
Ela respirou fundo.
Depois de tantos anos…
Ela finalmente havia tomado uma decisão.
Ignoraria a promessa que fizera no passado.
E retornaria ao lugar para o qual jurara nunca mais voltar.
— Mas que lugar interessante que você está vivendo, Sara.
— O quê…?
Sara ficou imóvel.
Rapidamente, a presença que havia sentido e a voz que ecoara pela sala desapareceram.
Num piscar de olhos, Sara estava em um lugar totalmente diferente de sua casa.
— Eu estou…? Não, eu continuo aqui. O que houve? Quem me trouxe aqui?
— Não se lembra de mim?
A voz ecoou novamente.
— Essa voz! — pensou Sara.
— O que você veio fazer aqui, Tharok?
— Ah, então você se lembra da minha voz.
Com um sorriso de canto, Tharok continuou:
— Eu quis ver com meus próprios olhos o lugar em que você resolveu se esconder. Afinal de contas, você tinha uma vida de realeza.
— Cala a boca!
Sara gritou desesperadamente.
— Você não deveria estar aqui. Se veio atrás do Mark, eu não vou permi—
Tharok interrompeu Sara.
— Eu não quero nada com o fracote do seu filho.
Ele deu um sorriso.
— Eu vim aqui te ver. Afinal de contas… você era a minha prometida.
— Eu nunca me casaria com você! Seu monstro.
— Monstro? Eu?
— Sim. Você sabe bem o porquê.
— Isso ainda passa pela sua cabeça?
— Eu nunca vou esquecer o que você fez…
— Quanto rancor, quanto ódio. Você está parecendo até uma infestação.
BOOM!
— Me compare mais uma vez a essas criaturas, e não será apenas um tapa que você vai levar.
— Hahaha! Olha, você ainda é a mesma. Um lá e um cá, devolve na mesma moeda. Isso é o que eu mais gosto em você, Sara. Não leva desaforo para casa.
Tharok ficou sério.
— Referente ao seu moleque, Leônidas está crente de que ele é o nosso salvador, nosso “rei”.
— Ele está equivocado.
— Eu realmente concordo com você, Sara. Mas você sabe como seu irmão é. Quando ele coloca alguma coisa na cabeça… é difícil de tirar.
Sara respirou fundo.
— É… um dos únicos defeitos dele.
Desesperada com o que poderia vir e com o que poderia acontecer com seu querido filho, Sara, em lágrimas, pediu a Tharok:
— Eu sei que não tenho moral alguma para te pedir isso, mas, por favor, tire essa ideia da cabeça dele. Eu te suplico.
Tharok ficou em silêncio por um instante.
— Sara, eu farei de tudo por você. Até essa missão suicida que você está me pedindo. Para tirar essa ideia da cabeça de Leônidas, teremos que lutar. Como eu disse, não é fácil fazê-lo mudar de ideia.
Sara entrou em desespero, pois sabia que, contra Leônidas, Tharok não teria a menor chance.
— Eu… por favor, não faç—
— Você acha que ele vai me matar?
Tharok sorriu.
— Eu não sou mais aquele garoto fraco que vivia perdendo para Leônidas. Hoje, eu sou o mais forte.
Sem palavras, Sara apenas abaixou a cabeça, enquanto Tharok se direcionava a algum tipo de portal.
— Tenha fé, Sara. Eu acredito que ele não tentaria me matar. E eu, com certeza, não iria atacá-lo para matar. Ele é muito valioso.
Tharok caminhou em direção ao portal.
— Adeus.
…
Algumas horas após a partida de Tharok, Sara acreditou que não precisaria mais ir ao encontro do irmão.
Se Tharok realmente conseguisse fazê-lo desistir daquela ideia…
Talvez tudo estivesse resolvido.
Talvez.
…
TOC. TOC.
Sara ergueu o olhar.
— Hm…? Quem será a essa hora?
Ela caminhou até a porta.
— Senhorita Jones!
Uma voz ecoou do lado de fora.
Sara abriu a porta.
— Sim?
Um homem de aparência cansada fez um leve aceno com a cabeça.
— Boa noite, senhorita Jones.
— Boa noite. Em que posso ajudá-lo?
— Meu nome é George. Eu trabalho com o seu marido.
Antes mesmo que ele terminasse a frase, o coração de Sara disparou.
— O Peter está bem?
George levantou as mãos rapidamente.
— Sim, está tudo bem.
— Foi apenas um susto.
— Eu só vim avisar que ele está no hospital, mas receberá alta a qualquer momento.
Sara soltou o ar que nem havia percebido que estava prendendo.
— Obrigada, George.
Sem perder tempo, ela entrou no carro e seguiu em direção ao hospital.
A estrada estava quase vazia.
Enquanto dirigia, pensamentos se acumulavam em sua mente.
“Será que foi uma infestação?”
Ela apertou o volante.
“Não… isso não faz sentido.”
“Peter não possui nenhuma energia ancestral.”
Seu olhar se perdeu por um instante.
Foi então que uma lembrança emergiu de sua memória.
A voz de sua mãe.
“Sara… se algum dia você decidir partir para o mundo dos normais, lembre-se de uma coisa.”
“Pessoas comuns, após muitos anos expostas à energia do nosso povo, podem absorver parte dela inconscientemente.”
“Tenha cuidado.”
Os olhos de Sara se arregalaram.
— É claro…
Sua respiração falhou por um instante.
— Minha mãe me avisou.
Ela apertou ainda mais o volante.
— Meu Deus…
— A culpa é minha.
Sara acelerou o carro.
Precisava chegar logo.
Precisava ter certeza.
Alguns minutos depois, estacionou em frente ao hospital.
Ainda do lado de fora, fechou os olhos por um pequeno momento.
Tentou sentir algo.
Alguma presença diferente.
Alguma energia incomum.
Mas não havia nada.
Absolutamente nada.
Ela respirou aliviada.
— Ele parece exatamente o mesmo de vinte anos atrás…
— Não existe nenhum sinal de energia ancestral.
Sara abriu os olhos.
Por um instante, acreditou que tudo não passara de um simples acidente.
Mas, no fundo do coração…
Uma pequena dúvida ainda permanecia.
…
Algumas horas depois, Peter recebeu alta, e os dois já estavam a caminho de casa.
Enquanto seguiam pela avenida, Sara avistou Mark caminhando pela calçada.
Ela diminuiu a velocidade e encostou o carro.
— Mark!
O garoto se aproximou.
— Oi, mãe.
Ao olhar para o carro, sorriu.
— Uau… que sorte a minha.
Ele abriu a porta de trás.
— Achei que a senhora já estivesse indo para a casa da tia Liz…
Sua expressão mudou imediatamente.
— Pai…
— O que aconteceu?
Peter sorriu, tentando tranquilizá-lo.
— Não foi nada, filho.
— Só levei um susto no trabalho.
— Já estou bem.
Mark respirou aliviado.
Foi então que seu olhar parou sobre o braço esquerdo do pai.
Uma estranha mancha escura parecia envolver parte de sua pele.
Ela se movia lentamente.
Como se estivesse viva.
Mark franziu a testa.
— Pai…
— O que é isso no seu braço?
Peter olhou para o próprio braço.
— O quê?
— Não tem nada aqui.
Mark piscou.
No mesmo instante…
A mancha desapareceu.
Como se nunca tivesse existido.
Ele permaneceu alguns segundos em silêncio.
Depois sorriu, sem graça.
— Ah…
— Deve ter sido a sombra de alguma coisa.
Peter riu.
— Tá vendo muito filme de terror.
O carro voltou a seguir viagem.
Mas Sara permaneceu completamente em silêncio.
Seu coração acelerou.
Aquilo não podia ser uma sombra.
Naquele momento…
Nem sequer havia lua visível no céu.
Seu olhar encontrou o de Mark pelo retrovisor.
Ela percebeu.
Algo havia mudado.
Mark estava enxergando coisas que uma pessoa comum jamais conseguiria ver.
E, de alguma forma…
Até com mais facilidade do que ela.
Nenhuma palavra foi dita durante o restante do caminho.
…
Ao chegarem em casa, Sara observou o filho discretamente.
Sua presença continuava a mesma.
A única diferença…
Era que sua aura parecia mais estável.
Mais intensa.
Mais… desperta.
Como se algo dentro dele estivesse evoluindo pouco a pouco.
Capítulo 04 – Por trás de uma grande Mãe
— Hm? O que foi, mãe?
Sara permanecia imóvel.
— Mãe? Mãe… MÃE!
— Oi? Desculpa, eu estava um pouco distraída.
— O que foi, filho?
— Você está bem? — questionaram Mark e Peter.
— Sim, meninos. Estou bem.
— Vamos indo?
Sara rapidamente desviou o foco e mudou de assunto para evitar mais perguntas.
— O que vocês acham de a gente pedir uma pizza?
— Eu acho uma boa ideia, querida. O que você acha, Mark?
— Eu concordo.
— Ótimo. Vocês dois vão arrumar as coisas enquanto eu peço.
O jantar em família foi do jeito que Sara sempre sonhou: os dois amores de sua vida vivendo suas vidas normalmente, como se nada nunca os tivesse alcançado.
— Nossa… eu comi demais.
— Mark, você precisa se controlar, meu filho. Comer assim não é normal.
— Ahh… estou cheio.
— Você também? — disse Sara, com a sobrancelha tremendo.
— É cada uma que eu tenho que passar… Eu vou me deitar. Boa noite, meninos.
— Boa noite — responderam.
— Mark, o que você acha de assistirmos a um filme?
— Seria uma boa. Comédia? Ou terror? — disse Mark, apontando uma lanterna para o próprio rosto.
— É… terro… comédia, né? — respondeu Peter, com um sorriso de canto.
— Haha! Você ainda tem medo, pai?
— E-eu n-não…
— Então tá bem. Vamos assistir a uma comédia.
Algumas horas depois…
— Grrrr… Grrrr…
— Mas o quê? — disse Sara ao encontrá-los dormindo no sofá.
Ela os observou por alguns segundos.
— Ainda bem que estão dormindo. Assim, não preciso explicar por que estou saindo agora.
Em um segundo, Sara desapareceu.
⸻
— Quanto tempo, Liz.
— Sara… — Liz abriu um sorriso ao reconhecê-la. — Tudo bem? O Mark também veio?
— Não. Somente eu.
— Ah… Faz tanto tempo que eu não vejo aquele pestinha. — O sorriso de Liz desapareceu aos poucos. — Estou com saudades dele.
Sara permaneceu em silêncio por alguns segundos.
— Eu queria falar com você sobre a “mamãe”…
Liz imediatamente perdeu o pouco de descontração que ainda tinha.
— Ah, sério? O que aconteceu?
Sara respirou fundo.
— Leônidas.
— O QUÊ?! — Liz arregalou os olhos. — Ele esteve aqui?
— Não só ele. Tharok também deu as caras.
— Eu não acredito… — Liz recuou um passo. — O que eles querem aqui?
— Leônidas acha que Mark é o salvador.
Liz ficou em silêncio por alguns instantes, tentando processar aquilo.
— Se ele realmente acredita nisso… você acha que existe alguma chance?
Sara abaixou os olhos.
— Eu não acreditava… até hoje.
— O que aconteceu, Sara?
— Ele viu uma coisa que nem mesmo eu percebi.
Liz franziu a testa.
— O que ele viu?
— Eu nem sequer vi. Mas você lembra do que a mamãe dizia, não lembra? Se uma pessoa normal ficar exposta à nossa energia por tempo demais, ela começa a absorver alguns resquícios.
Liz ficou imóvel.
— Como eu poderia esquecer?
Sua expressão mudou.
— Afinal… foi isso que levou meu querido de mim. — A voz de Liz ficou mais baixa. — Não existe um único dia em que eu não me culpe pela morte dele.
Sara a encarou.
— Você ainda acredita que a morte dele foi sua culpa?
Liz não respondeu.
O silêncio entre as duas pareceu durar uma eternidade.
Sara então desviou o olhar.
— Enfim… Peter sofreu um acidente no trabalho. E, depois disso, Mark disse ter visto uma “sombra”.
— No tempo em que Jeff esteve vivo… você se lembra de alguma vez ter visto essa tal “sombra”?
Liz ficou pensativa.
— Bem… agora que você falou… eu não me lembro de ter acontecido nada disso.
Sara franziu a testa.
— Então… você não acha que outra coisa poderia ter causado a morte do Jeff? E não a exposição contínua?
Liz encarou Sara.
Por alguns segundos, nenhuma das duas disse uma palavra.
— Eu não quero mais falar sobre isso.
— Liz…
— Por favor, vá embora.
Sara percebeu que não conseguiria arrancar mais nada dela.
— Certo…
Sara se virou e começou a se afastar.
— Sara.
Ela parou.
— O quê?
Liz permaneceu de costas.
— Se o Peter realmente sofreu o acidente por causa da exposição…
Sara ficou séria.
— Você acha que foi isso?
Liz demorou alguns segundos para responder.
— Eu não sei.
Ela finalmente se virou.
— Mas, se o que a mamãe dizia for verdade… então talvez o acidente não tenha sido um acidente.
Sara permaneceu imóvel.
— E o que isso tem a ver com o Mark?
Liz estreitou os olhos.
— Talvez nada.
Uma pausa.
— Ou talvez seja exatamente por causa dele que Leônidas tenha percebido alguma coisa.
Sara ficou em silêncio.
— Tome cuidado, Sara.
— Com o quê?
Liz desviou o olhar.
— Com aquilo que o Mark pode despertar nas pessoas.
Sara não respondeu.
Apenas se virou e foi embora, deixando Liz sozinha com suas próprias dúvidas.
Caminhando de volta para casa, os pensamentos de Sara a perturbava.
“Com aquilo que o Mark pode despertar nas pessoas.” O que ela quis dizer com isso?
“Mas, se o que a mamãe dizia for verdade… então talvez o acidente não tenha sido um acidente.”
— AAAAAAAAAA!
BOOM!
— O quê?
Sara desviou rapidamente.
— GRRRRRRRRRR!
— Uma infestação? Assim, do nada? Aqui?
A infestação atacou Sara agressivamente.
Sara desviava dos ataques da infestação e partia para o ataque.
Entre socos e chutes, Sara percebeu que a infestação não seria desfeita.
— Não acredito que teria que usá-lo contra um oponente tão baixo…
Em um instante, Sara estava ofegante. Então…
Sua respiração passou a ficar controlada. Um tipo de energia começou a se formar na palma da mão de Sara, como se estivesse se contorcendo, adquirindo uma forma.
Após alguns segundos…
VUMM.
Um arco surgiu na mão de Sara.
— Escória das trevas, não achei que seria obrigada a recorrer a isso com você.
— Eu, que já ganhei tantas batalhas apenas usando os punhos, recorrendo a um poder tão belo quanto esse com um inimigo tão pífio…
— AAAAAAAAAAAAAAAAAA!
A infestação atacou novamente.
Sara esquivou-se rapidamente e, com um salto no ar, lançou uma flecha que antes parecia não existir.
Curiosamente, a flecha não matou a infestação. Apenas a prendeu.
Após atingir a infestação no peito, correntes surgiram e a prenderam ao chão.
— AAAA! AAAA!
Desesperada, a infestação tentou se soltar.
Hm? O que é isso? Que energia é esta?
Mark então levantou rapidamente e correu em direção a energia.
Será uma infestação? Alguém está em perigo… se a mamãe ver que eu sai de casa eu estou lascado, mas não posso deixar isso passar batido, alguém pode morrer.
Sua criatura imunda, agora é hora que você desaparece.
Sara então puxou a corda do seu arco, quase como se estivesse carregando a flecha, na base dos pés de Sara, a energia fluia sobre ela, e então, ela dispara…
BOOM!
Na cabeça da infestação, que lentamente começa a desaparecer. E logo atrás da infestação… uma sombra.
— Mãe? O que é… será que é ela?
— Mã-…
Em um segundo, a sombra sumiu da vista de Mark.
Alguns anos antes.
BOOOOM!
Liiiz!
— Eu tô bem, Sara! Continue atacando!
— HAHAHAHAHA! Vocês nunca vão conseguir me derrotar!
— Quieto!
— AAAAAAAAAAA!
Sara e Liz travavam uma luta incrivelmente acirrada contra Varek, o último dos Veyr, aqueles que moldaram o mundo.
BOOO! BOOOOM!
Sara e Liz não conseguiam acompanhar Varek. Ele estava em um nível incrivelmente superior.
Entre socos, chutes e combinações entre as irmãs, Varek parecia não ser afetado. Era quase como se os golpes concentrados das duas não significassem nada para ele.
Ofegantes, Liz e Sara baixaram a guarda por um instante.
Hm? Elas baixaram a guarda!
— É agora que você morreeeeee!
— Coff… coff…
Varek, com sua espada, tentou perfurar o coração de Sara, que foi pega de surpresa.
— Coff… coff…
Entre ar e sangue, o ar parecia não preencher os pulmões, enquanto o sangue parecia se recusar a permanecer no corpo.
— Liiiiiiiiiz!
BOOOOOOM!
Varek, após perfurar o coração de Liz, a jogou longe com um chute.
— Hahaha! Uma já foi…
— Hã?
Varek olhou ao redor.
— Para onde foi a pequena ordinária que eu acabei de matar?
Em um piscar de olhos, Sara resgatou Liz.
Retirando um líquido estranho de sua bolsa, Sara o deu para a irmã.
Na esperança de salvá-la, Sara não hesitou.
— Eu nem sei como isso funciona… mas o que eu tenho a perder?
A energia de Sara, que até então era tão controlada, pareceu engolir o campo de batalha de um momento para o outro.
— Mas… o que é isso? O que é você?
Assustado, Varek tentou atacá-la.
Com enorme facilidade, Sara desviou e acertou-o com um chute tão forte que Varek quase perdeu o braço.
— Sua desgraçadaaaaaaaaaaaa!
Enfurecido, Varek criou correntes na esperança de prender Sara.
— Você já era.
Acorrentada, Sara apenas cerrou os punhos e, com a força dos próprios braços, estourou as correntes.
BOOOOOOOOOOOOOM!
O impacto lançou Varek para longe.
— Ah…
Sara controlou a respiração.
A energia, que antes parecia absurdamente descontrolada, novamente ficou estável.
— Mas o que é aquilo? Como ela consegue fazer isso?
Varek, sem entender o que estava acontecendo, tentou se aproximar, mas a pressão era tanta que ele mal conseguia se mexer.
Uma energia começou a fluir da mão esquerda de Sara.
Uma energia que parecia carregar vida.
Por um momento, não havia nada.
Então, lá estava ele…
O ARCO DE SARA.
— Um arco? Mas onde estão as flechas? A aljava?
Varek começou a rir.
— Hahah! Esse arco inútil não tem nem corda! Como você acha que vai me derrotar com uma arma tão obsoleta?
— Agora eu vou te mandar para o mesmo lugar que sua irmã está.
Sara apertou o arco.
Quando Varek se aproximou, Sara lançou-se ao ar.
E, quase como se seu próprio corpo soubesse o que deveria fazer, ela mirou.
O arco, que por um momento parecera “obsoleto”, não possuía flechas.
Mas então Sara fez o movimento de puxar a corda.
VRMMMMM!
Uma poderosa corda de energia surgiu entre as extremidades do arco.
E, no mesmo instante, uma flecha começou a se formar onde seus dedos seguravam a corda.
Sara não hesitou.
FWOOM!
A flecha foi disparada contra Varek.
Ele não teve tempo sequer de reagir.
— E-ela… coff… coff… Como ela conseguiu me atingir? Coff… não haviam flec—
Varek morreu sem descobrir o que o havia atingido.
Afinal, aquele arco não possuía flechas.
Sara olhou para o arco em suas mãos.
Um sorriso surgiu em seu rosto.
— Então é assim que você funciona…
O arco começou a se desfazer em partículas de energia, desaparecendo diante de seus olhos.
Dias atuais
“Não pode ser… eu estou ficando maluco? Por que minha mãe estaria aqui? Não tem o menor sentido…”
Mark voltou desesperadamente para casa.
“Eu preciso ter certeza…”
Desesperado ao chegar em casa, Mark subiu as escadas rapidamente e foi até o quarto de seus pais.
Com a respiração ofegante e as mãos trêmulas, Mark abriu a porta.
Nheee…
A porta se abriu lentamente.
Ao começar a avistar a cama de seus pais, havia apenas seu pai.
“Então era realmente ela? Não pode ser… como?”
Em desespero extremo, sem conseguir entender como as coisas se encaixavam, Mark escutou outra porta se abrir.
Nheee…
— Mark? Está tudo bem, querido?
Era Sara, saindo do banheiro, usando seu roupão e com o rosto sonolento.
— M-ã… mãe!
— O que houve, filho?
— Nada não. Eu preciso ir. Estou morrendo de sono…
Mark então esboçou tranquilidade e alívio, deitou-se em sua cama e tentou dormir.
“Ela era tão rápida… quem será ela? E aquele arco se desfazendo… parecia energia pura.”
“Mãe? O que passou na minha cabeça para achar que aquela mulher misteriosa fosse minha mãe?”
Mark adormeceu enquanto seus pensamentos ainda ecoavam em sua mente…
— Mark, pode me ouvir?
— Hã? O quê? Essa voz…
— Mark, sou eu. Leônidas.
— Onde eu estou? Para onde você me trouxe?
— Você está no…
Mark não conseguiu entender o que ele disse.
— Você ainda não consegue me ouvir por completo. Apenas escute isso.
— Tenha cuidado. As coisas estão mudando. Você precisa ficar mais forte. Treine corpo e mente.
— Lembre-se… por mais que você tenha chegado até mim através de um sonho, isso que estou te falando… não é.
Thoughts
-
Fixado por quem publicou
PermalinkAcabei de postar a continuação, capítulos 5 e 6.
https://www.seavien.com/discussion/estou-escrevendo-uma-historia-fantasiasobrenatural-5jPcSDn6DwJc/conversations -
PermalinkBah, o ex prometido aparece depois de vinte anos, diz que só veio ver ela e leva um tapa. E ela ainda pede um favor pra ele no fim, essa parte eu entendi bem demais