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Estou escrevendo uma historia de fantasia/sobrenatural

Silva

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Continuação direta dos capítulos 12 e 13: https://www.seavien.com/discussion/estou-escrevendo-umaa-historia-de-fantasiasobrenatural-UL05z6lRDPj9/conversations

Capítulo 14 – Férias


— Hahaha.


O clima estava leve na casa dos Jones.


Sara, Leônidas, Liz, Peter e Mark estavam todos sentados à mesma mesa, compartilhando uma refeição.


Uma família… feliz.


— O jantar estava delicioso. Obrigado, Sara.


— De nada, Leônidas.


— Estava realmente uma delícia, mãe. Você sempre se supera.


Sara riu.


— Ai, tio, vem! Vou te mostrar alguns filmes.


Leônidas franziu a testa.


Até porque sua vida já havia sido um grande filme.


Lutas, dor e um passado difícil.


— Que tipo de filme vamos assistir?


Mark engoliu seco, temendo a resposta de Leônidas.


— Hmmm… para uma pessoa como você… o melhor seria um filme de comédia. Ou uma animação.


Mark parou por um instante, pensativo.


Leônidas continuou confuso.


— O que seria uma comédia?


— É pior do que eu imaginava.


— Senta aí, grandão. Mãe, pai, tia… vocês vão assistir?


— Não, podem assistir.


Responderam todos.


— Certo… e qual seria o objetivo desse filme?


— O objetivo é fazer as pessoas rirem, inimigo do humor.


— E onde estão as lutas?


— Não tem lutas.


— Guerras?


— Por que você me odeia, tio?


— Eu não odeio você, Mark.


— Ele também não entende ironia, mãe. Isso é uma tortura.


Sara e os demais caíram na risada.


— Então… não tem lutas e nem guerras nesse filme?


Mark estava extremamente confuso com Leônidas.


— Não. Não temos lutas, nem guerras, nem monstros.


Leônidas ficou desapontado.


— Se não tem nada disso, qual o intuito, então?


— Porque é engraçado.


— Eu estou muito confuso, Mark.


— Eu também fiquei muito confuso quando você apareceu usando um lobo de cachecol.


Leônidas ficou em silêncio por alguns segundos.


— Vocês são muito gente boa, mas eu estou morrendo de sono.


Mark sorriu.


— Boa noite. Eu amo vocês.


Todos, exceto Leônidas, responderam.


Mark estranhou a situação.


— Tio?


— Sim, Mark.


— Eu estou indo dormir. Boa noite.


Leônidas hesitou por um instante.


— Eu amo você.


Leônidas ficou sem palavras.


— Eu… eu…


Sua voz falhava.


— Eu… eu… também te amo, Mark. Boa noite.


Enquanto todos dormiam, Leônidas continuava sua luta para entender os filmes de comédia.


— Isso não faz o menor sentido.


Ele observou a tela por mais alguns segundos.


Então, uma cena em particular arrancou uma risada dele.


— Tá bem… isso foi engraçado. Hahahahahaha!


Leônidas balançou a cabeça.


— Talvez Mark não seja tão doido assim.


Ele olhou para a janela.


— Está tarde. Acho que vou dormir aqui no sofá mesmo.


Na manhã seguinte.


— Bom dia, galera. Oi, Leah… Jhon, Derick.


— Bom dia, Mark.


Responderam Derick e Jhon.


— Oi… oi, Mark. Bom… dia.


Leah desviou o olhar.


— Eu não vi você chegando…


Derick olhou para Jhon.


— Ih, alá… você está notando alguma coisa diferente entre eles dois?


Sussurrou.


Jhon imediatamente entendeu o que Derick queria dizer.


— Não é? Estranho… muuuuuuito estranho.


Mark percebeu os dois cochichando.


— O que vocês estão cochichando aí?


Derick e Jhon congelaram.


— Aí!


— Nada.


— É, nada.


— Vocês estão muito estranhos.


— Estranho está você.


Mark ficou confuso.


— Eu? Por quê?


— Desde quando você consegue falar com a Leah sem se embolar todo?


Leah não sabia desse lado do Mark.


— Hã? Como assim?


Ela ficou interessada na resposta.


Mark entrou em choque.


— Ai! Não é nada… ignora eles. Eles não falam nada com nada.


— Vamos, meninos. Estamos atrasados.


— Mas, Mark, ainda tem—


Antes que Derick terminasse, Mark agarrou os dois e os arrastou para longe.


— Aaaah… aaaaa!


— Vocês estão malucos? Isso não é coisa de se falar perto dela.


Mark estava extremamente vermelho.


— Ah, então era verdade?


— CALA A BOCA, DERICK!


— Hahaha.


— Cara, você arrastou a gente igual um sequestrador. Que força!


— Por que vocês dois têm a incrível habilidade de destruir a minha vida em menos de trinta segundos?


— Não exagera.


— E, cara?


Mark estava indignado.


— Vocês contaram para a Leah que eu travava quando ela falava comigo!


— Tecnicamente, foi você quem confirmou, Mark.


— Eu concordo com o Derick.


— Você deveria estar do meu lado, Jhon.


Os três caíram na risada.


Jhon colocou a mão no ombro de Mark.


— Fique tranquilo, meu amigo. Afinal, hoje é o último dia de aula…


Ele abriu um sorriso.


— A partir de amanhã… FÉRIAS!


— Você vai ter tempo o suficiente para treinar na frente do espelho uma forma de falar com a Leah.


— Grrgh.


Mark fechou a cara.


— Você… grrhhg… você me paga, Jhon.



Algumas horas se passaram.


— Prrrrriiiim!


Mark respirou fundo.


— Então é isso… até o próximo mês, pessoal


— Ai, Mark.


— Sim?


— O que você pretende fazer nessas férias?


Questionaram Derick e Jhon.


Mark respirou fundo, olhou para o céu. O céu estava lindo, sem nuvens, os pássaros voavam.


Uma leve brisa surgiu, e Mark respondeu.


— Eu vou explorar o mundo com o meu tio.


E sorriu para os amigos.


Capítulo 15 – Entre os Dois Mundos


— Sara, eu gostaria de falar com você.


— O que foi Leônidas.


Sara estranhou o comportamento do irmão.


— Eu estou indo para casa… e…


— Você quer que o Mark vá com você. — Disse Sara.


— Como… você?


Sara sorriu, enquanto se aproximava do irmão, colocou a mão em seu ombro e disse.


— Como eu sei?


— Cara, vocês são cópias um do outro, tudo que o Mark representa hoje, você foi um dia.


Leônidas ficou surpreso.


— Sara…


— Então sim, ele pode ir com você. E eu tenho certeza que ele vai adorar a ideia.


Leônidas estava extremamente agradecido.


— Muito obrigado, Sara.


— De nada.


— Só me prometa que vai cuidar dele.


— Com cada músculo do meu corpo.


— Cheguei. — Disse Mark


— Mark, venha até aqui por favor.


— Aonde você está, mãe?


— Na cozinha. — Gritou Sara.


— Ah, oi pessoal, como estão?


— Estamos bem. — Responderam.


— Seu tio quer te perguntar uma coisa. — Disse Sara.


Mark não imaginava o que vinha daquela pergunta.


— Hã? O que foi?


— Eu estou voltando para casa, e queria que você fosse comigo.


— Aaaaaaah! — Mark se surpreendeu com o pedido do tio.


— Tudo bem por você, mãe?


— Por mim sim, filho.


— Ótimo, por que o pessoal perguntou o que eu faria nas férias e eu disse que exploraria o mundo com meu tio, mas eu não sabia se ele quereria me levar, então isso é um alívio muito grande. Aaaaaaaa, estou sem folêgo.


— Mark, calma. Devagar. Hahaha


— Viu como ele está animado para passar mais tempo com você?

— Sim… é recíproco.



— Então Mark, arrume-se. Pois partiremos logo.


— Certo.


Mark subiu as pressas para ajeitar suas coisas.


Até que escutaram um barulho estranho.


— Ai, está tão pesada… to morto.


— É… Mark, o que é isso? — Perguntou Sara


— É a minha bagagem! — Respondeu Mark.


— É… não é um pouco demais? — Perguntou Leônidas.


— A mochila está da sua altura.


— Não, é apenas o suficiente. — Disse Mark, animado.


— Vamos!


— Aiii, está tudo certo. Vamos indo tio, estamos quase chegando na porta.


A bagagem de Mark era tanta, que a bolsa arrastava no chão.


Leônidas interveio.


— Mark, esse tanto de coisas não serão necessárias.


— Pegue apenas o básico, essencial. O restante pegamos em casa.


Mark e Leônidas se encontravam ao lado de fora da casa, se despedindo de Sara e Peter.


— Obrigado pela recepção. — Disse Leônidas.


— Pode vir quando quiser, certo? — Disseram Peter e Sara.


— Eu virei.


— Mãe, pai, até mais. Não se preocupem, nada vai acontecer comigo, afinal, olha só quem é meu guarda-costas.


Leônidas abriu o véu.



Voooooooooow!


— Você tem que me ensinar a fazer isso. — Disse Mark, entusiasmado.


Leônidas olhou para Mark por um instante.


— Guarda-costas é?


— É.


— Eu sou seu tio.


— Você pode perfeitamente ser os dois.


Leônidas permaneceu em silêncio.


— Justo.


— Ah, antes que eu me esqueça… vai na frente sobrinho.


Poooooow!


Leônidas deu um chute na bunda de Mark, o jogando através do véu.


— Até a próxima, minha família.


— Até. — Responderam


Leônidas então atravessa o véu.


Thoughts

  • Fixado por quem publicou

    Silva
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  • tercadetarde

    Um mês de férias passa rápido do lado de cá. Do outro lado do véu desconfio que o tempo corre diferente e o Mark volta pra aula com um ano nas costas.

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  • EsquinaDaLeitura

    O tio passa os dois capítulos aprendendo coisa de casa: comédia, ironia, dizer que ama. Luta ele já sabe. Égua, e o chute que manda o Mark pelo véu foi a primeira coisa de tio que ele fez sem pensar.

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  • Ovid

    Ver o Leônidas engasgar pra devolver o carinho do Mark, depois de passar o filme inteiro perguntando onde estavam as lutas, diz muito sobre quem ele é. Li algo parecido uma vez sobre gente que voltou de guerra e não sabia o que fazer numa sala de estar. Desconfio que a viagem pelo véu vai ser mais difícil pra ele do que pro sobrinho.

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