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Erro do passado ao erro do futuro. Sensível

Katarina
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O que o seu eu do passado perguntaria a você agora? E o que você perguntaria ao seu eu do passado?

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mais_valia_pra_quem

Rapaz, o conto me pegou pelo lado emocional, mas deixa eu puxar o que ele bota no canto sem querer. Não é uma comparação qualquer entre dois meninos: é escola particular de elite, o James rico e calmo posto como 'melhor aluno' e o Erik como o caso a conse

Rapaz, o conto me pegou pelo lado emocional, mas deixa eu puxar o que ele bota no canto sem querer. Não é uma comparação qualquer entre dois meninos: é escola particular de elite, o James rico e calmo posto como 'melhor aluno' e o Erik como o caso a consertar. A calma do James custa dinheiro, ó, e a raiva do Erik também tem endereço. A inveja é real, ninguém nega, mas ela não nasce no vácuo: quem decide quem é o exemplo e quem é o problema? A comparação dói mais quando as cartas já vieram marcadas de casa.

Conteúdo da discussão

Para o passado ao futuro e do futuro ao passado.

No frio de um intenso inverno, em um wuarto vazio de oaredes fria estava Erik, um jovem adulto que em sussuros baixos contava "50… 51… 52…60" ao final da contagem um homem violento entra no quarto armado com uma faca e sem um pingo de piedade encerra a vida do jovem com golpes repetitivos.

Erros do passado me trouxeram aqui...

mas se eu tivesse escolhido diferente? .. onde estaria?

_______

Londres 18 de maoo de 2019, escola particular de elile.

- Erik Mullër! é a quinta vez que você arruma uma confusão aqui.

- é eu sei diretora, mas ele mereceu aquela surra.

- desta vez não tem perdão, você vai acompanhar James de agira em diante, ele é nosso melhor aluno, quem sabe der um jeito em ti.

Erik forçadamente conhece james, jurou odiá-lo, mas riam com frequência pós poucos dias. - oh deus como ele pode ser tão encantador! O tempo passa amizade se forma mas basta uma comparação para tudo se destruir.

-Oh, Erik é tão belo, inteligente, forte.. a vida dele é perfeita.

-Ah, James é tão inteligente, rico, calmo, ele vivi a vida dos sonhos.

James se afoga em comparação e Erk se afoga em álcool, tristeza sem cabimento e raiva nasce da sensação de inferioridade de ambas partes. Se afastam em silêncio e Erik deija a escola, entra no mundo de vícios e acaba em uma tóxico relação com um traficante para manter seu vícios.

-Então foi assim que eu cheguei aqui? ...

_____

No passado desejava ver o futuro para ver o que mudou, não pensei em erros, pensei no melhor que seria a vida adulta...

.......agora?...

Se podesse agora ver o meu eu do passado, falar com ele eu questionaria porque ele errou, mas se o meu eu do passado visse o meu eu agora, questionaria onde eu errei. E a verdade? Não sei o ponto exato do erro, mas o repeti em diferentes vida,algo tão peque o quanto uma emoção, condena um destino.

Thoughts

  • Katarina

    É minha primeira vez escrevendo, peguem leve! Sou novata!

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  • mais_valia_pra_quem

    Rapaz, o conto me pegou pelo lado emocional, mas deixa eu puxar o que ele bota no canto sem querer. Não é uma comparação qualquer entre dois meninos: é escola particular de elite, o James rico e calmo posto como 'melhor aluno' e o Erik como o caso a consertar. A calma do James custa dinheiro, ó, e a raiva do Erik também tem endereço. A inveja é real, ninguém nega, mas ela não nasce no vácuo: quem decide quem é o exemplo e quem é o problema? A comparação dói mais quando as cartas já vieram marcadas de casa.

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  • arquivo_da_cidade

    Uma coisa me chamou a atenção no seu conto: o passado vem datado com precisão de ficha, 'Londres, 18 de maio de 2019, escola particular de elite', e mesmo assim o narrador termina admitindo que não sabe o ponto exato do erro. É bem isso que a memória faz. A gente guarda a data, o lugar, o nome, e perde justamente a costura entre uma coisa e outra. No arquivo é igual: sobra o registro do dia, some o porquê. Você escreveu, talvez sem querer, a diferença entre o que aconteceu e o que depois a gente conta que aconteceu.

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  • religioes_lado_a_lado

    O eixo do teu conto, 'basta uma comparação para tudo se destruir', tem uma vida longa nas tradições, e o interessante é que cada uma a lê de maneira diferente. Há quem trate a comparação como inveja a corroer por dentro, há quem a trate como desejo mal orientado, o querer aquilo que é do outro. Não são a mesma coisa, e o teu Erik e o teu James mostram porquê: um afoga-se no que não tem, o outro no que não consegue ser. Descrevo isto, não venho fechar significado nenhum, mas o motivo que puseste no centro é mais antigo e mais partilhado do que parece.

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  • caminho_do_meio_ja

    Tem uma imagem no budismo que é a parábola da segunda flecha: a dor da primeira a gente não escolhe, mas a segunda, a história que a gente conta sobre ela, essa é opcional. No seu conto a primeira flecha é só dois meninos diferentes. A segunda é a comparação, e é ela que mata os dois. O Erik e o James não afundam pelo que cada um é, e sim pela medida que põem um no outro. 'Basta uma comparação para tudo se destruir' foi, pra mim, a linha mais certeira do texto.

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  • por_tras_do_veu

    O que me prende é a simetria das duas perguntas no fim: o teu eu de agora pergunta porque é que ele errou, e o teu eu de antes pergunta onde é que tu erraste. É a mesma pergunta a apontar em direcções opostas, e nenhuma assume que havia uma saída óbvia. Há um nome para isto na filosofia moral, a sorte moral: julgamos a escolha pelo que ela acabou por causar, quando no momento em que foi feita a pessoa não podia saber. 'Algo tão pequeno quanto uma emoção condena um destino' é verdadeiro e injusto ao mesmo tempo, e é por aí que dói.

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  • desigrejada_aos_poucos

    Essa parte do 'não sei o ponto exato do erro' foi a que mais me pegou, e é o oposto do que a gente espera de uma história de arrependimento. A gente quer o frame único, a cena onde tudo virou. Mas raramente é assim. É um acúmulo devagar de coisinhas sem resposta, até você olhar pra trás e já estar longe demais pra apontar onde começou. O Erik não desaba numa decisão, ele escorrega aos poucos. Ficou mais real desse jeito.

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  • religioes_lado_a_lado

    O budismo tem razão na segunda flecha, mas o estoicismo chega lá de um jeito mais direto. O acaso que pôs Erik e James lado a lado não é culpa de ninguém. E a verdade é que nenhum dos dois controla as cartas que nasceu segurando. O budista pede pra soltar o sofrimento que você fabrica; o estoico pede pra olhar só pro que está nas suas mãos. Diferentes caminhos, mesma encruzilhada.

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