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CORREDOR DE FERRO

A_Lusivian
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CORREDOR DE FERRO

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CORREDOR DE FERRO

(INTRO – piano sombrio, eco distante de passos)

Passos…

eco no chão frio…

mochilas batendo nas paredes…

e mil vozes passando

como se eu fosse invisível.

Sorrisos nas fotos

mas por dentro é guerra.

Eu aprendi cedo

que escola também pode ser campo de batalha.

(Guitarra entra lenta, grave)

Chamam de estranho

porque penso diferente.

Chamam de esquisito

porque sonho alto demais.

Riem da roupa

riem do silêncio

riem da coragem de ser quem eu sou.

E no fundo da sala

alguém sempre vira alvo.

(Batida começa)

TUM… TÁ

TUM… TÁ

TUM… TÁ

Eles apontam

cochicham

empurram

riem.

“Olha ele.”

“Olha ela.”

“Que vergonha.”

Como se destruir alguém

fosse entretenimento de intervalo.

(Tensão subindo)

Mas ninguém vê

o peso no peito.

Ninguém vê

a tempestade na mente.

Ninguém escuta

o grito preso na garganta.

(Explosão de guitarra)

EU CANSEI DE FICAR CALADO!

(GRITO)

CADA RISADA DE VOCÊS

VIRA FOGO NO MEU PEITO!

(Bateria violenta)

TUM TUM TÁ!

TUM TUM TÁ!

TUM TUM TÁ!

Chamam o nerd de fracasso

Chamam o tímido de fraco

Chamam o artista de inútil

Chamam o diferente de erro!

Mas vocês nunca perceberam

que o erro real

é tentar esmagar alguém

só porque ele não é igual.

(Coro de vozes ao fundo)

“ES-TRA-NHO!”

“ES-TRA-NHO!

(A música para por um segundo)

Silêncio…

Respiração pesada.

(voz baixa)

Eu pensei em desistir.

Pensei em desaparecer

no fundo da sala

no fundo do mundo.

Mas algo dentro de mim

não deixou.

(Bateria volta como trovão)

TUM!

TUM!

TUM!

E esse algo virou um grito.

(Explosão total)

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

(GRITO RASGADO)

EU NÃO VOU SUMIR!

EU NÃO VOU ME CURVAR!

VOCÊS NÃO DECIDEM QUEM EU SOU!

(Riff pesado)

Cada cicatriz vira história

cada queda vira força

cada insulto vira gasolina

pra incendiar minha voz!

Se ser diferente é crime

então eu aceito a sentença.

Porque eu prefiro ser estranho

do que viver vazio.

(Ponte – música baixa e emocional)

Talvez você aí

no fundo da sala

também esteja lutando.

Talvez você finja sorrir

enquanto o mundo pesa no peito.

Escuta isso:

você não está sozinho.

(Bateria acelerando)

Esse grito não é só meu.

É de todo mundo

que já foi empurrado

ignorado

humilhado.

(Explosão final da banda)

LEVANTA!

GRITA!

QUEBRA O SILÊNCIO!

Porque o estranho da sala

pode virar a voz do mundo!

(Último acorde esmagador)

E quando perguntarem quem somos…

(GRITO FINAL)

SOMOS AQUELES QUE SOBREVIVERAM!

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