O aroma de alecrim e carne grelhada pairava no ar do restaurante, mas para Clara, tudo o que ela conseguia cheirar era o perfume amadeirado de Lucas. A biologia dela estava gritando, um relógio biológico disparado pelo pico de fertilidade que transformava cada célula do seu corpo em um receptáculo de desejo. Ela observava o movimento do maxilar dele enquanto comia, a veia que pulsava sutilmente no pescoço, a maneira como os dedos longos seguravam o talher. Não era apenas atração; era uma fome primal, uma necessidade visceral que crescia a cada segundo. A umidade entre as pernas dela já era incontrolável, um escorregadio lembrete constante de que seu corpo estava pronto, o colo uterino baixo e receptivo, esperando ser preenchido. Ela não queria esperar mais. As semanas de flerte e os toques casuais pareciam uma tortura desnecessária diante da urgência do seu ciclo.
O caminho para casa foi feito em um silêncio carregado de eletricidade estática. No interior do carro, a iluminação das ruas passava em faixas rápidas pelo rosto dele. Clara apertava as coxas, sentindo o tecido da calça roçar em sua pele sensível, o clitóris latejando em ritmo acelerado com o motor. Quando o carro parou na calçada, a noite parecia suspensa no tempo. Ele veio até a porta com ela, um cavalheirismo que apenas aumentava o fogo no seu ventre. A chave girou na fechadura com um clique metálico que soou como um tiro de partida.
— Quer entrar? — ela perguntou, a voz baixa e rouca.
Lucas não respondeu com palavras, apenas um aceno de cabeça e um passo à frente que cruzou a linha da entrada. Assim que a porta se fechou, isolando-os do mundo exterior, a máscara de civilidade desabou. A sala estava mergulhada na penumbra, iluminada apenas pelos reflexos prateados da lua no chão de madeira. Clara virou-se para ele, o peito subindo e descendo com força, os seios pesados e sensíveis sob o vestido. Ela não queria beber nada, não queria conversar sobre o jantar. Ela queria romper a distância física de uma vez por todas.
Ela aproximou-se, colando o corpo ao dele, permitindo que ele sentisse o calor que emanava dela. A mão dela desceu pelo abdômen rígido dele, ousada e firme, até encontrar a barra das calças.
— Eu não quero que você fique apenas na sala — ela sussurrou, os lábios roçando a orelha dele, enviando ondas de choque pelo sistema nervoso dele. — Quero que você entre em outro lugar também... Dentro de mim.
Lucas prendeu a respiração, e ela sentiu o membro dele endurecer contra a coxa dela, uma resposta involuntária e poderosa que confirmava o desejo mútuo. Clara desceu a mão, tocando a protuberância rígida através do tecido, sentindo o volume e a forma impressionantes.
— Quero que você use o seu membro — ela continuou, o tom imperativo misturado com o pedido, os olhos fixos nos dele. — Quero que você encontre a minha abertura, que está molhada e pulsando só para você, e a penetre. Quero que você entre fundo, sem pausas, até que eu não tenha mais ar nos pulmões e meu corpo esteja completamente tomado pelo seu.
O pedido dela ecoou na penumbra, uma declaração de necessidade crua e romântica. A urgência do período fértil não deixava espaço para sutilezas, apenas para a verdade do que seus corpos precisavam fazer um ao outro naquela noite.