Depois da saudade de Santa Bárbara, esse soneto vira o olho pra fora, pra cidade inteira debaixo d'água a um dia do ano novo. A dor deixa de ser de um homem só e passa pra aquela gente isolada.
CHEIAS DO DOCE
Pensamento
Depois da saudade de Santa Bárbara, esse soneto vira o olho pra fora, pra cidade inteira debaixo d'água a um dia do ano novo. A dor deixa de ser de um homem só e passa pra aquela gente isolada.
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CHEIAS DO DOCE
Se o rio faz sumir as suas ilhas,
Após dias de chuva intermitente,
Avista-se no vale tão-somente
A vasta inundação, milhas e milhas.
E todas as estradas, ruas, trilhas…
Se perdem sob as águas d'outra enchente,
Deixando isolada aquela gente
E à mercê de milagres; maravilhas.
Porém, nada faz o homem tão pequeno
Quanto uma imensidão desoladora,
Em meio ao desespero de quem chora.
É Deus e o mundo vendo esse sereno…
Enquanto o rio sobe pela rua,
A chuva simplesmente continua.
Gov. Valadares - 30 12 1996
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PermalinkDepois da saudade de Santa Bárbara, esse soneto vira o olho pra fora, pra cidade inteira debaixo d'água a um dia do ano novo. A dor deixa de ser de um homem só e passa pra aquela gente isolada.
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PermalinkA chuva que simplesmente continua no fim, sem ninguém pra fazer ela parar. Fiquei com aquele silêncio de quem só consegue olhar.
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