CARINHO
Ele tão doce,
mas às vezes nos falta.
Vem do amor familiar,
pecado hereditário.
Pontos de interrogação.
Por que aquele dia?
Por que eu confio
ou não confio?
Por que meu coração
sabe escolher quem ama,
não amar?
Por que rancor,
tristeza profunda,
vazio na alma,
que nada faz sentir?
Estar dentro de bolha familiar
que não sabe,
não tenta dar amor,
ser amor.
Porque somos criança,
traumas em corpos jovens,
idoso, preço, mágoas
de criança.
Não foi amada,
rejeitada,
desprezada,
estuprada.
Foi exemplo vazio,
nunca amou, sim.
Nem pai.
Imagina, filho gerou,
como posso ser amor
se o mundo não ensinou
o amor?
Se amor é bem,
por que ainda
tô presa no dia do meu aniversário?
Por quê? Pra quê?
Pra onde corre...
Ana Cristina Poronhak de Carvalho