Desde que começou essa história, a culpa é o que não muda! Visitante que nunca pede licença mesmo.
🌈 CAPÍTULO II – O PESO E A DOR
Pensamento
Desde que começou essa história, a culpa é o que não muda! Visitante que nunca pede licença mesmo.
Conteúdo da publicação
13. A CULPA RELIGIOSA
Não vinha com sermão.
Vinha com sussurro dentro da cabeça.
Uma voz que soava como a minha,
mas repetia palavras ouvidas no banco da igreja.
Cada vez que sentia algo bom,
algo que aquecesse o peito e fizesse os olhos brilharem,
a voz chegava:
´´Isso é errado. É pecado. Você vai pagar.``
Como ´´Carrie White`` no filme de Brian De Palma,
eu era a garota que os outros apontavam na igreja.
A que precisava ser salva do seu próprio pecado.
Transformava alegria em vergonha.
Desejo em sujeira.
Amor em mancha que eu precisava lavar
com lágrimas e promessas de nunca mais.
Pedia perdão por coisas que não tinha feito,
por pensamentos que não escolhi ter,
por um coração que batia no ritmo errado,
descompassado com a música dos santos.
Mas o perdão nunca vinha de verdade.
A culpa voltava no dia seguinte,
visita indesejada.
Como ´´Florence Welch`` em ´´Rabbit Heart``,
eu oferecia meu corpo como sacrifício
para um Deus que eu nem sabia se existia.
Porque a culpa religiosa não é arrependimento sincero.
É ciclo vicioso, corrente que prende a alma,
que me fazia sentir que eu era,
desde o início, um erro na criação.
Até que li ´´Mary Daly`` e entendi:
´´Se Deus é homem, então o homem é Deus.``
E se o homem me condenava,
talvez o divino estivesse em outro lugar.
— NelleAziul
Thoughts
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PermalinkAquele cálculo que a gente faz com a culpa todo dia. Só lógica, sem volta, sem alteração.
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PermalinkCulpa que volta! Aquele tipo de peso que a gente não consegue largar de verdade nem dormindo.
-
PermalinkAquele ciclo que não fecha. Pedir perdão de novo no dia seguinte! Não é perdão se nunca para.
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PermalinkDesde que começou essa história, a culpa é o que não muda! Visitante que nunca pede licença mesmo.
-
PermalinkAquele negócio de aprender que alegria é errado junto com o resto. Isso é aprendido, não é inato.
-
PermalinkA culpa que os outros colocam na gente cedo demais! Aquilo que a gente carrega como próprio mas não nasceu com isso.
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