Durante dias ela caminhou sem rumo.
A fome voltou.
A esperança desapareceu.
As orações pareciam não encontrar resposta.
Na noite de lua nova, quando o céu era completamente negro, chegou ao alto de um penhasco onde antigos ascetas costumavam meditar.
Ali, entre o vento e o silêncio, Amara caiu de joelhos.
— Se nem a Mãe me deseja...
talvez minha existência tenha terminado antes mesmo de começar.
Ela fechou os olhos.
Estava pronta para abandonar a própria vida.
Então o universo inteiro silenciou.
Nem o vento soprava.
Nem os pássaros cantavam.
Foi quando uma luz azul surgiu na escuridão.
Não era a luz do Sol.
Nem da Lua.
Era uma luz viva.
Profunda.
Antiga como o próprio tempo.
E dela nasceu uma visão que transformaria para sempre o destino de Amara.