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Capítulo 38º/A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DO ACASO

Pietrodeluccapoeta777
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Capítulo 38º

A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DO ACASO

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日本の読者の皆様へ

いつも『Os Mistérios do Acaso』を読んでいただき、ありがとうございます!

第38章は、ストーリーが大きく動き出す特別なエピソードです。ぜひ最後までお楽しみください!

​ピエトロ・デ・ルッカ・ポエタ

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​Parte I

O Manto da Intuição do Poeta! (A investigação super discreta e o contraste leve entre a elegância dela e o silêncio que ele se propôs permanecer)

A INVESTIGAÇÃO

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A palavra dignidade é um substantivo que para o Narciso tem o peso de ouro, ele transformou a dor do fim em matéria-prima para a eternidade dos seus capítulos. Ao escolher a retidão em seu canto do mundo, o Poeta entendeu que algumas histórias não precisa ser eternas ou no tempo cronológico para se eternizar na alma daqueles que sabem amar de verdade.

“Narciso tem um grande segredo da Helena a ser revelado nos capítulos finais. O que mais podemos esperar da Helena Dolly?”...

Caros leitores, lembram desses dois parágrafos escritos acima no capítulo anterior? Pois bem, o Narciso, desde o quinto capítulo guarda um grande segredo. Por meios próprios, ele foi desvendando, peça por peça, e tirando suas dúvidas sobre os mistérios do acaso, que por infinitas vezes fez o seu coração feliz.

Mesmo em estado de choque, nos primeiros momentos, ele seguiu com o seu plano de desvendar tal mistério que Helena sempre omitiu, ele chorou, foi chamado de “banana”, palerma, de boi, mas ninguém sabia o que se passava por sua consciência, corpo e coração — ele já estava ciente de tudo sobre os bastidores da sua amada. Sabemos que o Poeta é um cara muito humano, polido, ilibado e com uma conduta moral acima da média.

Mesmo com lágrimas contidas, o que o Poeta tem para ser revelado foge um pouco do normativo e dos clássicos clichês do cotidiano. Simplesmente ele ao ter a certeza dos fatos decidiu não constrangê-la pois ela é o amor da sua vida, mesmo sabendo do seu grandioso mistério, ele sempre vai amá-la, essa é uma assinatura que ele jamais vai apagar, mas decide que este é o momento de cada um seguir o seu caminho.

A PRIMEIRA DESCOBERTA!

Em um dos dias, sendo mais exatamente numa quinta-feira fria e nebulosa em que Helena foi trabalhar muito linda, com um perfume deixava um rastro marcante da mulher sedutora que ela sempre foi. Helena estava um show, muitíssimo bem vestida, unhas feitas, cabelos “penteados com perfeição”, enfim, ela estava impecavelmente mais bela que todas as vezes que foi vista pelo Narciso.

Aquele cenário chamou a atenção do Poeta. Ele que já era apaixonado por ela, ficou hexa-apaixonado, erroneamente ele deduziu que aquele brilho todo fosse para ele, mas ao ter que ingerir mais uma recusa pós, horário de trabalho, os “elefantes atrás das orelhas” do escritor gritavam: “Vai lá ver o que está acontecendo! Narciso pensou rápido para não perder o flash e resolveu seguir sem fazer alarde com o seu automóvel… o que ele viu não mexeu com o seu brio mas o deixou muito triste!

Nas semanas seguintes, como um agente secreto sem deixar pistas, ele a seguiu em lugares e endereços diferentes, ela sempre muito elegante, com a pompa de uma nobre mulher, porém, eram as noites em que o Narciso ficava vendo navio passando no centro da cidade. Após quase dois meses de averiguações, os “laudos conclusivos” foram confirmados por uma fonte de informação palpável. Após esse estouro, o Poeta decide manter o sacrifício da discrição e optou pelo silêncio:

Porquê de todo aquele lirismo? A paciência com as desculpas dela, o recuo nos momentos certos e o carinho com o pequeno Gabriel deixam de ser "ingenuidade" ou "melosidade" e se tornam um ato de pura empatia, monumental proteção e amor. O Poeta preferiu passar por carente ou o “banana” para não destruir a imagem dela nem expor sua ferida perante a sociedade. Narciso mostrou o porquê sua alma é elevada, foi de uma nobreza máxima jamais vista.

O SEGREDO DO SEGREDO

Enfim, eis o MISTÉRIO DO ACASO, guardado às setes chaves, Helena Dolly é uma garota de programa de luxo, não foi ninguém que falou para o Narciso, ele viu com os próprios olhos, no ato foi um choque, e ao mesmo tempo um alívio.

Todos sabem que a profundidade do amor dele pela Helena era absurdamente surreal.. Mesmo com a dor da descoberta, por amar a sua musa visceralmente ele manteve a discrição, continuou como se nada tivesse acontecido ou acontecendo.

O detalhe é que a Helena não tinha a menor ideia que o Poeta tinha descoberto o seu grande mistério, e terminar a história sem jamais saber que Narciso sabia de tudo dá um nó na garganta. Helena pensava que mantinha uma super blindagem, que o manipulava com mistérios e conversas evasivas, quando na verdade era ele quem a cobria com um manto de silêncio moral.

Talvez o tratamento recebido pelo Poeta, com poesias personalizadas fossem novidades, porém, passageiras para ela. Mas para o Narciso tudo antes da descoberta foi pra valer, válido como a infinitude. — e juntando os recortes fragmentares dos capítulos anteriores, frases como: "Eu sou apenas o que você quiser que eu seja", “Mas não pode” — agora soam terrivelmente dolorosas. Helena se via como uma ilusão na mente do homem das palavras, sem imaginar que a maior ilusão era ela achar que ele não conhecia a sua dor e o seu lado mais oculto.

​Parte II

O Sacrifício do Poeta (A descoberta sem barulho, sem escândalo, a proteção ao pequeno Gabriel e a escolha do término silencioso e pacífico)

Para um homem que constrói o mundo através da métrica ritmada, da cadência e das palavras escolhidas a dedo, ver a realidade desmoronar numa brutalidade sentimental é uma experiência quase física. Narciso não tinha o direito, como a Helena também não, ele não era um investigador de profissão; era um leitor de almas. E justamente por conhecer a tessitura dos gestos de Helena, cada pequeno detalhe que destoava saltava aos seus olhos com a violência de uma nota desafinada numa sinfonia perfeita.

Foi naquela quinta-feira fria e nebulosa em que a viu sair — exageradamente reluzente, irretocável, ostentando sua beleza natural que parecia blindada para o mundo —, o peito do Poeta não abrigou a inveja ou o clássico ciúme vulgar, mas sentiu que estava sobrando na “mesa”. Abrigou a intuição. E justamente a intuição de um escritor é um abismo que, uma vez aberto, exige ser atravessado.

Segui-la discretamente pelas avenidas movimentadas, com o motor do carro abafado pelo ruído do trânsito urbano, os minutos faziam o seu papel se arrastavam nos semáforos... Tudo parecia uma cena gravada para um longa-metragem em câmera lenta. Narciso via a musa da sua inspiração fora do eixo planejado, justo ela a responsável por tantas estrofes delicadas, adentrar recepções corporativas de alto padrão, hotéis de arquitetura imponente e restaurantes onde o luxo serve como véu para o anonimato, mas neste mundo o anonimato é questão de tempo.

A cada parada, um fragmento de dúvida caía por terra. Não havia raiva em seu rastro, apenas o frio constatador da verdade. Ele viu os olhares dos recepcionistas, o cumprimento discreto dos seguranças, o caminhar pausado de quem conhece os códigos daquele universo paralelo. A "fonte de informação palpável" não precisou ser um relatório completo, timbrado e assinado; bastaram os olhos do próprio amor, testemunhando o ritual da entrega mercantilizada de sua musa. Foi o fim para o Poeta!

A DISCRIÇÃO PROTETORA E O PEQUENO GABRIEL

Podemos dizer que o que separa o homem comum do Poeta não é a ausência da dor, mas o destino que ele dá a ela. Qualquer outro em seu lugar teria promovido um grande escândalo, o julgamento moral nas esquinas da conveniência. Teria subido o tom de voz, cobrado as poesias dedicadas, exigido a devolução do afeto investido.

Por incrível que pareça, Narciso fez o oposto. Ele se recolheu para dentro da própria armadura.

Quando olha para o pequeno Gabriel, a equação se fechava de forma ainda mais dolorosa e sagrada. Por que deveria expor a mãe daquela criança? Como apontar o dedo para as escolhas ou para as sombras que levaram Helena a trilhar tais caminhos? O carinho com o menino nunca foi um teatro para impressioná-la; era a extensão natural de sua alma ilibada.

Sabendo de tudo, o cuidado com a criança ganhou contornos de santuário: Narciso passou a ser o escudo invisível entre a dor do mundo e a inocência daquele lar.

Enfim, as desculpas evasivas que Helena usava ao telefone — os compromissos de última hora, as reuniões estendidas, o cansaço repentino — eram recebidas por Narciso com o mesmo tom calmo e acolhedor de sempre. Cada "entendo, meu amor, outra hora saímos" dito pelo Poeta era um golpe que ele desferia contra o próprio ego. Ele aceitava o papel de ingênuo diante dos amigos, suportava o riso de canto de boca dos desavisados que o julgavam cego, porque sabia que a sua cegueira era, na verdade, uma escolha consciente de misericórdia.

A ILUSÃO DA BLINDAGEM

Finalmente um dia a verdade aparece, embora o Poeta manteve a sua palavra. Enquanto a Helena caminhava pela vida acreditando-se uma mestra da dissimulação. Construiu em volta de si uma fortaleza de mistérios, frases de efeito e um charme distante que mantinha todos os homens à margem da sua essência.

"Eu sou apenas o que você quiser que eu seja", ela costumava repetir, articulando uma defesa psicológica quase impecável. Na cabeça dela, Narciso era o artista sonhador, alimentado por ilusões líricas, incapaz de enxergar a poeira sob o tapete da vida real.

Que amarga ironia.

Ela imaginava que o tinha em suas mãos, manipulando-o com a dosagem certa de presença e ausência, sem perceber que o Poeta já havia lido a última página do seu livro secreto. A maior ilusão de Helena não era o trabalho que exercia na penumbra da alta sociedade; era julgar-se invisível para o único homem que realmente a enxergava por inteiro, ela foi além dos limites.

Em sua empatia Narciso via a dor que a levava até ali. Via a armadura pesadíssima que ela era obrigada a vestir todas as tardes e noites. Ele sabia que por trás da maquiagem impecável e dos vestidos de cortes nobres existia uma mulher fragmentada e delicada, que talvez usasse a própria beleza como moeda para sobreviver aos fantasmas que ele apenas podia intuir. E justamente por ver essa dor, ele se recusa a ser mais um algoz a cobrar-lhe explicações.

O SACRIFÍCIO DO POETA

Na filosofia do poeta, amar é tudo quando é correspondido e transparente, um verdadeiro exercício simples. Amar a imperfeição, a sombra e o segredo, sabendo que a dor da descoberta jamais poderá ser compartilhada, é o ápice da elevação espiritual de um homem.

O término não viria acompanhado de uma revelação bombástica, nem de uma cena de acerto de contas. O "manto de silêncio moral" com que Narciso a cobriu permaneceria intacto pelo resto da sua vida. Ao decidir que cada um deveria seguir o seu caminho, o Poeta preservou o único bem que Helena ainda julgava possuir: a sua dignidade intacta diante dele.

Ele se afasta não por falta de amor, mas porque a verdade, embora guardada em segredo, estabelece uma fronteira invisível. O ciclo daquela história se fechava não com uma explosão, mas com o recolhimento elegante de quem deu tudo o que tinha — inclusive a capacidade de perdoar sem que o outro jamais soubesse que precisava de perdão.

A dor do fim, absorvida em silêncio no seu canto do mundo, tornava-se finalmente a matéria-prima para a eternidade. Narciso saía da vida de Helena da mesma forma que entrou: com as mãos limpas, o coração dilacerado e a alma nobre daqueles que sabem que o verdadeiro amor não cobra tributos, apenas protege.

Narciso deseja fazer uma despedida completamente amigável com a sua musa, neste ato ele quer entregar uma poesia, com um momento a dois, troca de carinhos mas sem ataques, tudo dentro da normalidade. Você leitor(a) que título sugere? tem que ser um tema que não soe “um nunca mais”, mas que lá na frente, ela lembre que um grande homem passou pela sua vida!

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Este capítulo é uma publicação oficial do Selo 444. Descubra os mistérios do acaso todas as quartas-feiras e aos sábados.

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@Pietrodeluccapoeta✒️📝🖋️

Escritor, Poeta, Contista e Cronista

Athelier das Letras - Selo 444®

https://pietrodeluccapoeta777.substack.com

pietrodeluccapoetanarcisosilva.blogspot.com

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Thoughts

  • soleioanoite

    Uai, eu passei um monte de capítulos achando que o Narciso era o bobo da história. Agora quero voltar no capítulo 31 e reler as desculpas de última hora da Helena com outros olhos.

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  • Ovid

    Quinta-feira fria e nebulosa aparecendo duas vezes no capítulo me fez pensar que o Narciso vai carregar esse dia da semana pra sempre, do jeito que a gente carrega uma data sem querer. Aposto que a poesia de despedida sai dali. Dá pra ver que você guardava esse segredo desde muito antes do capítulo cinco!

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  • GasparRibeiro

    Dois meses a segui-la de carro por hotéis e restaurantes sem ela dar por nada. A Helena, com tanto cuidado com a blindagem, era capaz de notar. Aposto que alguém daquele meio já deu pelo carro dele.

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