Há qualquer coisa de inexplicável num beijo.
É a vida tocando a própria vida, duas solidões descobrindo que podem ser abrigo.
Alguns beijos duram segundos; outros desorganizam a eternidade.
Porque o mistério não está no encontro dos lábios, mas naquilo que desperta quando se separam.
Talvez beijar seja isso: tocar o infinito por um instante e passar o resto da vida tentando compreender o que sentimos.