Asas
Mesmo ali parada
A borboleta flutua
No quase não das coisas
Na simetria de tuas asas
As cores ali caladas
Mesmo depois de nós
Há amores simétricos
A métrica dos dias
O mar sobre a mesa
Não se derrama
Mesmo a voz calada
Ainda assim canta em silêncio
O que cantaria a madrugada
A borboleta ali parada
Sobre o esplendor do nada
As asas do dia ao vento
Rainha de tudo e nada
A borboleta ampla parada
O que canto em silêncio
São tuas asas ao nada.
Milton Antonios
30mar/2026