Alguns dias atrás, vi um pequeno trecho de "Depois do Fim" curta-metragem de Pedro Maciel no TikTok, editado ao som da minha música favorita do Tim Bernardes. Não tive outra escolha senão assistir.
O curta é exatamente o que eu imaginava ao ouvir “Última Vez”. Retrata de maneira tão sincera a sensação de reencontrar alguém que um dia significou tudo para você. Alguém que já foi o seu “eterno” amor, enquanto ele existiu. E perceber que, apesar de já não conhecer mais quem aquela pessoa é, o carinho continua ali. Assim como a confusão, a dúvida e o questionamento: o que sentimos é saudade ou algo além?
É se contentar com um reencontro. Entender que aquilo que um dia foi tudo acabou. E que, mesmo doendo e parecendo não fazer sentido, faz todo o sentido. Compreender que, apesar de todo o sentimento do mundo, nem sempre é para ser. Às vezes simplesmente foi. Foi para ensinar, para tocar e para mostrar o que o amor realmente pode ser.
Assisti a um vídeo analisando o curta que ressaltava a ideia de que ele é, acima de tudo, sobre despedidas. Sobre entender que as coisas têm um fim, mesmo quando são muito boas. E isso significa tantas coisas; vai muito além de um relacionamento. Pode ser a nossa própria juventude, que um dia percebemos que ficou para trás sem entender exatamente quando — ou até mesmo por quê. Às vezes ela vai embora de forma tão rápida e silenciosa que nos deixa confusos. Faz com que criemos perguntas, imaginemos versões da realidade em que aquilo que já foi ainda continua sendo.
Mas, acima de tudo, esse curta fala sobre a importância de aceitar. Aceitar que, sim, coisas boas terminam. E que, por mais doloroso que isso seja, talvez seja justamente o que lhes dá tanto valor.