Adorei isso. Eu vejo esse tipo de pessoa no lar, a que sustenta tudo nos ombros e depois cai quando acha que pode parar.
AQUELA QUE ESCOLHEU FICAR
Autor: João Guilherme Guimarães de Souza
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Pensamento
Adorei isso. Eu vejo esse tipo de pessoa no lar, a que sustenta tudo nos ombros e depois cai quando acha que pode parar.
Conteúdo da publicação
Inspirado na frase sobre Bonnie — The Vampire Diaries
Autor: João Guilherme Guimarães de Souza
Talvez ela nunca tenha pedido
para carregar o mundo nos ombros,
mas, de alguma maneira,
sempre encontrava forças
para salvar quem precisava.
Bonnie aprendeu a sorrir
mesmo quando seu próprio coração
pedia silêncio.
Aprendeu a ser forte
quando tudo dentro dela
parecia desmoronar.
E talvez ninguém tenha percebido
quantas vezes ela se esqueceu de si
para lembrar alguém de que ainda valia a pena continuar.
Ela amou em silêncio,
chorou longe dos olhos de todos,
guardou dores que ninguém conhecia
e continuou oferecendo luz
mesmo quando sua própria noite
parecia não ter fim.
Havia momentos
em que partir seria mais fácil.
Mas ela ficava.
Ficava por quem amava.
Ficava por quem precisava.
Ficava porque, no fundo,
seu coração não sabia abandonar
aqueles que um dia chamou de família.
E talvez essa seja
uma das formas mais dolorosas de amor:
continuar cuidando dos outros
quando ninguém percebe
que você também precisa ser cuidada.
Bonnie não era forte
porque nunca quebrava.
Ela era forte
porque, mesmo quebrada,
encontrava um pequeno pedaço de si
e dizia:
"Ainda não acabou."
Ela poderia ter escolhido o silêncio,
poderia ter deixado tudo para trás,
poderia ter pensado somente em si.
Mas escolheu ficar.
E, às vezes,
é justamente isso que torna alguém inesquecível:
não é nunca partir,
é ter mil motivos para ir embora
e, ainda assim,
encontrar um motivo para permanecer.
Talvez ela quisesse apenas
ser alguém que também fosse salva.
Alguém que perguntasse:
“E você, Bonnie?
Quem cuida de você?”
Porque até os corações mais fortes
precisam de colo.
Até quem salva todo mundo
precisa ser lembrado
de que sua própria vida também importa.
E se um dia perguntarem
quem foi Bonnie Bennett,
talvez a resposta mais bonita seja:
Foi aquela que perdeu muito,
sentiu profundamente,
amou silenciosamente,
carregou dores que não eram suas
e, mesmo tendo motivos suficientes para partir,
continuou ficando.
Não porque não estivesse cansada.
Mas porque dentro dela
existia uma esperança
maior do que toda a dor.
E talvez seja essa
a verdadeira força:
não ser invencível,
mas continuar sendo luz
mesmo depois de conhecer a escuridão.
— João Guilherme Guimarães de Souza
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