Hoje falamos da vida e do que ainda virá,
dos planos guardados que tememos perder;
das dores que uma mãe pode, sem querer, deixar,
e das palavras que nunca chegaram a nascer.
Falamos dos amores que o tempo desfez,
mas que ainda respiram em algum lugar;
e dos defeitos que, por mais de uma vez,
escolhemos, por ora, não consertar.
Entre verdades, o tempo pareceu parar,
e a alma, tão cansada, encontrou onde pousar;
houve tristeza, mas também compreensão.
Porque, mesmo que a vida nos deixe cicatrizes,
ainda há beleza em compartilhar as raízes
e esperança em seguir, de mãos dadas, a direção.